O senador Izalci Lucas (PL-DF) defendeu nesta terça-feira (3) a criação da CPMI do Banco Master. O requerimento para a instalação do colegiado foi protocolado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) nesta terça, com as assinaturas de 42 senadores e 238 deputados.
— Essa história do Banco Master e BRB [Banco de Brasília] já é o maior escândalo do mercado financeiro do Brasil. Vou continuar cobrando a leitura [do requerimento] da CPMI do Banco Master, para tirarmos todas essas questões a limpo. Eu tenho certeza de que essa indignação não é só minha, é de todo o povo brasileiro, que não aguenta mais corrupção e escândalos — disse o senador em discurso no Plenário.
Izalci fez uma retrospectiva do processo de compra do Master pelo BRB, anunciado em 2025 e posteriormente barrado pelo Banco Central. As investigações da Polícia Federal apontam que, entre 2024 e 2025, o BRB injetou mais de R$ 16 bilhões no Master, inclusive com a compra de carteiras de crédito inexistentes ou “podres”.
O parlamentar apontou a ligação de autoridades com o banco. Ele citou o contrato da advogada Viviane Barci de Moraes — esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes — com a instituição financeira, e também uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o dono do Master, Daniel Vorcaro, fora da agenda oficial.
Para o senador, o STF age pra blindar e proteger seus ministros das investigações.
— A CPI do INSS tinha pedido a quebra de sigilo fiscal do Banco Master, do dono do Banco Master. Quando os documentos chegaram, vimos o contrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes e, para surpresa de todos os membros da CPMI do INSS, o ministro [Dias] Toffoli mandou recolher as informações e colocá-las em sigilo — criticou.
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