Com o crescimento do comércio online, empresas de todo o mundo passaram a vender produtos, soluções e serviços para pessoas de diferentes países. Nesse cenário, a Glin atende empreendimentos do exterior que recebem pagamentos via Pix ou cartão de crédito parcelado dos seus clientes brasileiros.
Fundada em 2019 e com sede em São José dos Campos (SP), a empresa evoluiu para uma plataforma completa de pagamentos cross-border e já intermediou mais de R$ 200 milhões em transações. Seu público-alvo são pequenos e médios negócios do exterior que, com os serviços da Glin, passam a cobrar em reais dos clientes brasileiros e a receber em sua moeda local.
"A Glin surgiu com objetivo de resolver uma dor recorrente de pequenas e médias empresas no exterior que vendem para o Brasil: a dificuldade de cobrar clientes brasileiros de forma simples e local. Esses negócios enfrentavam altas taxas, baixa aprovação de cartões internacionais, ausência de meios de pagamento como o Pix, burocracia regulatória e demora para receber os valores. Isso resultava em perda de vendas e impacto direto no fluxo de caixa", explica Pedro Souza, CEO e fundador da Glin.
Ele afirma que, no passado, o mercado de pagamentos internacionais para o Brasil era essencialmente dominado por soluções desenhadas para grandes empresas e operações de alto volume. Pequenos e médios negócios no exterior não eram o público-alvo dessas plataformas e acabavam desassistidos em termos de uma solução de cobrança eficiente e acessível.
O executivo detalha que muitos desses negócios usavam contas globais para cobrar seus clientes. Nesse modelo, o cliente brasileiro é obrigado a abrir uma conta bancária internacional em um novo aplicativo, que muitas vezes não é o seu de costume, só para realizar um pagamento pontual para esses estabelecimentos. "Isso prolonga a jornada do consumidor, gera dúvidas, insegurança e, em muitos casos, desistência da compra", pontua o cofundador da Glin.
Souza alerta que as empresas interessadas em conquistar clientes no Brasil não podem ignorar o Pix como opção de pagamento. O Banco Central (BC) calcula que 170 milhões de pessoas físicas usam o Pix, o equivalente a 80% da população brasileira. Apenas em outubro de 2025, foram mais de 7 bilhões de transações.
O Pix vem batendo recordes sucessivos em volume de transações e se consolidou como uma referência mundial em pagamentos instantâneos. "No caso do cartão de crédito, a funcionalidade pode ser dupla: como a Glin realiza a cobrança localmente, a transação sofre menor incidência de custos cambiais e, além disso, o parcelamento permite viabilizar compras de maior valor, com potencial de aumentar a taxa de conversão para as empresas", analisa Souza.
Os segmentos que mais utilizam a plataforma da Glin incluem agências de turismo receptivos, escolas de idiomas, instituições de ensino, escritórios de imigração e empresas que vendem produtos digitais.
"Atendemos também o nicho de personal shoppers e redirecionadores em Orlando, que ajudam brasileiros a comprar nos Estados Unidos. Essas empresas têm em comum a valorização da experiência do cliente, a necessidade de reduzir fricções no momento do pagamento e o objetivo de escalar suas vendas no Brasil sem enfrentar a complexidade dos meios de pagamento internacionais tradicionais", declara.
A Glin atua como uma camada de orquestração tecnológica entre o cliente final, os meios de pagamento no Brasil e as instituições financeiras responsáveis pela liquidação internacional. Essa arquitetura permite que as transações sejam processadas com conformidade regulatória.
No caso dos pagamentos com cartão de crédito, a plataforma utiliza tecnologia 3DS (protocolo de segurança para compras online), adicionando uma camada extra de autenticação que tem como objetivo aumentar significativamente a segurança das transações e elevar as taxas de aprovação, reduzindo riscos de fraude.
Para o Pix e demais fluxos financeiros, a Glin opera integrada via API (interface de programação de aplicações) com bancos e parceiros regulados, permitindo rastreabilidade e liquidação dos recursos.
"Além disso, a Glin segue as normas do Banco Central do Brasil e a legislação cambial vigente, com processos de monitoramento, conciliação e compliance automatizados. Essa combinação de orquestração tecnológica, integrações bancárias e controles de segurança permite que as empresas no exterior recebam seus valores de forma padronizada", detalha Souza.
Planos de expansão
Segundo o cofundador, os planos de expansão da Glin estão concentrados na evolução contínua da plataforma, com foco em ampliar funcionalidades que aumentem a eficiência operacional das empresas e reduzam o atrito no momento do pagamento.
"Entre as próximas evoluções do produto está a emissão de invoices diretamente dentro da plataforma, permitindo que as empresas centralizem a cobrança, o controle financeiro e a conciliação das transações em um único ambiente. Essa funcionalidade pode trazer mais padronização, rastreabilidade e eficiência para operações que lidam com clientes internacionais", declara o executivo.
A empresa também trabalha na tokenização de cartões (tecnologia de segurança que usa um token), de modo a reforçar a proteção das transações e viabilizar novos modelos de cobrança, como pagamentos recorrentes e experiências de pagamento mais rápidas para o cliente final, sem a necessidade de inserir os dados do cartão a cada nova compra.
Outro pilar da expansão é o checkout transparente e as integrações com plataformas de e-commerce e venda online. "Essas integrações têm como premissa permitir que empresas incorporem a Glin diretamente aos seus fluxos de venda, mantendo a identidade visual e reduzindo etapas no processo de pagamento", finaliza Souza.
Para saber mais, basta acessar o site da Glin: https://glin.com.br
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