Pesquisa do Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos ( CTS ) desenvolve anticorpos monoclonais que possam neutralizar diferentes variantes do SARS-CoV-2, vírus da COVID-19. Produzidos em laboratório, esses anticorpos atuam como os naturais do organismo e podem ser utilizados no tratamento de diversas doenças, como câncer e condições autoimunes. No caso da COVID-19, o trabalho busca identificar anticorpos que possam prevenir infecções pelo vírus.
O CTS é um Centro de Ciência para o Desenvolvimento ( CCD ) apoiado pela Fapesp e sediado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu.
Intitulada “Avaliação de anticorpos monoclonais anti-SARS-CoV-2 com capacidade amplamente neutralizante obtidos por phage display”, a pesquisa é conduzida por Hernan Hermes Monteiro da Costa, pesquisador do CTS, com apoio da FAPESP e orientação de Carlos Roberto Prudencio, pesquisador do Centro de Imunologia do Instituto Adolfo Lutz de São Paulo.
O tratamento com os anticorpos monoclonais pode contribuir para casos em que a vacina não gera proteção suficiente, especialmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido por doenças ou pelo envelhecimento. Nesses casos, como o organismo não consegue produzir anticorpos em quantidade adequada para combater a doença, os anticorpos monoclonais entram como uma alternativa.
Outro fator relevante é que a pesquisa busca desenvolver anticorpos que interajam com uma região conservada entre as variantes do SARS-CoV-2, o que garante a eficácia do tratamento mesmo diante de mutações do vírus.
Costa acredita que, mesmo após anos da pandemia da COVID-19, é fundamental que os pesquisadores continuem a realizar estudos relacionados à doença, pois podem contribuir para o enfrentamento de emergências de saúde.
“A pandemia serviu para que a comunidade científica possa se preparar melhor para novas ocorrências. Sabemos que os vírus são emergentes e reemergentes, então estudar um tipo de vírus é entender o mecanismo viral para ter respostas mais rápidas. Imagino que o Brasil está caminhando bem, tem muitos estudos sobre o SARS-CoV-2 e outros vírus também”, afirma o pesquisador.
Do laboratório ao futuro tratamento
Para testar os anticorpos, Costa utiliza uma técnica da biologia molecular chamada phage display, ou exibição de fagos. Nela, os vírus que infectam bactérias (os bacteriófagos) são modificados para exibir proteínas (como os anticorpos) em sua superfície. Essa exibição permite selecionar os fagos com maior capacidade de se ligar a alvos específicos, como partes do vírus SARS-CoV-2.
Atualmente, o pesquisador está testando a capacidade neutralizante de oito anticorpos. Em seguida, realizará testes de eficácia em células in vitro e, posteriormente, em camundongos.
Futuramente, se houver a descoberta de que os anticorpos são capazes de bloquear a infecção pelo SARS-CoV-2, a pesquisa poderá avançar para a produção de lotes-piloto na V-BioPharma, a fábrica-escola de biofármacos vinculada ao CTS, abrindo caminho para testes clínicos e futura validação como medicamento. Segundo Costa, esse cenário se torna mais promissor diante do crescimento do mercado de anticorpos monoclonais em diversas áreas terapêuticas.
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