A retinopAitia diabética é uma das principais complicações oculares associadas ao diabetes e pode levar à perda visual irreversível quando não diagnosticada e tratada de forma adequada. De acordo com a International Diabetes Federation (IDF), mulheres com idade superior a 45 anos apresentam risco aumentado de hiperglicemia durante a gestação, enquanto aquelas com histórico de diabetes gestacional possuem maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 entre cinco e dez anos após o parto.
Durante a gravidez, alterações hormonais e metabólicas podem acelerar a progressão da retinopAitia diabética, tornando necessário o monitoramento oftalmológico periódico. Entre os sinais clínicos mais frequentes estão visão borrada, presença de moscas volantes e escotomas. "Gestantes com diabetes" devem realizar acompanhamento oftalmológico regular, especialmente nos casos de retinopAitia pré-existente, para prevenir complicações graves", alerta a Dra. Geraldine Ragot de Melo, médica retinóloga que atua como assistente e orientadora no Hospital de Transplantes Dr. Euclides de Jesus Zerbini.
Estudos indicam que o controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial desempenha papel central na redução do risco de progressão da doença. Em estágios mais avançados, intervenções como a fotocoagulação a laser ou a aplicação de injeções intravítreas podem contribuir para a preservação da visão, conforme destaca a especialista. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), mulheres com diabetes gestacional ou diabetes preexistente apresentam maior probabilidade de evolução rápida da retinopAitia durante a gestação. A identificação precoce de alterações como hemorragias retinianas ou edema macular possibilita a adoção de medidas terapêuticas imediatas, reduzindo o risco de comprometimento visual permanente.
As evidências científicas demonstram que a detecção e o tratamento precoces estão associados à diminuição de complicações e a melhores desfechos visuais. Além disso, a orientação adequada da paciente sobre sinais de alerta contribui para maior eficácia no acompanhamento clínico.
"A integração entre o obstetra e o oftalmologista é essencial para a redução de riscos maternos e fetais. Dessa forma, a vigilância ocular contínua ao longo da gestação torna-se determinante para a preservação da saúde visual", finaliza a Dra. Geraldine Ragot de Melo.
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