O Governo de São Paulo dá um importante passo no combate à dengue. Neste domingo (18), a cidade de Botucatu inicia a vacinação em massa com a Butantan-DV, o imunizante 100% brasileiro desenvolvido pelo Instituto Butantan, que protege dos quatro sorotipos da doença.
O início da aplicação é um marco importante na saúde pública brasileira, segundo o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva. “O começo da campanha é resultado de um esforço concentrado do Governo de São Paulo, que nos últimos meses priorizou a viabilização da vacina, em desenvolvimento há anos, para que pudesse finalmente chegar à população. A vacina do Butantan é a grande contribuição que São Paulo dá para o Brasil na área de saúde pública”, afirma em participação no SP em 3, 2, 1, programa da Agência SP.
O imunizante apresenta diferenciais importantes em relação a outras vacinas contra a dengue já existentes. Um dos principais é a ampla cobertura contra os quatro sorotipos do vírus, com eficácia próxima de 80%. Outro destaque é o esquema de dose única, o que facilita a adesão da população e torna as campanhas de vacinação mais eficientes.
A Butantan-DV foi aprovada pela Anvisa para ser utilizada na população brasileira de 12 a 59 anos. Nesse público, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue.
De acordo com o secretário de Saúde, Eleuses Paiva, a produção da vacina segue em ritmo acelerado pelo Instituto Butantan. “Até o final de janeiro, a expectativa é alcançar 1,3 milhão de doses , chegando a 3 milhões ao término do primeiro semestre. Até o fim do ano, a produção deve atingir 30 milhões de doses, com possibilidade de ampliação conforme a demanda nacional”, ressalta.
O Instituto Butantan iniciou uma nova fase de estudos voltada à população entre 59 e 74 anos, considerada mais vulnerável às formas graves da dengue. “O objetivo é avaliar a eficácia e possíveis efeitos colaterais nesse grupo etário. A expectativa é que os resultados sejam concluídos até meados do ano, permitindo a ampliação da vacinação para idosos no segundo semestre”, afirma o secretário Eleuses Paiva.
Se os resultados da pesquisa forem satisfatórios, será possível solicitar à agência reguladora a inclusão desse grupo nas recomendações do imunizante. Além disso, mais dados deverão ser coletados para avaliar a possível inclusão das crianças de 2 a 11 anos nas recomendações da vacina. Os estudos clínicos realizados já comprovaram que a vacina é segura nesta faixa etária.
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