O tripé ESG, sigla para Environmental, Social e Governance – Ambiental, Social e Governança, em português – avança no ambiente corporativo. Segundo a página 8 da Sondagem Especial “Meio Ambiente, Social e Governança”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 43% das indústrias do Brasil já declaram contar com uma estrutura voltada ao tema. A adesão é mais significativa entre as grandes empresas, onde 65% mantêm uma área dedicada ao ESG, percentual que recua para 38% nas médias e 24% nas pequenas organizações.
O levantamento também aponta como o conceito vem sendo assimilado internamente. De acordo com a mesma página, oito em cada 10 indústrias afirmam conhecer, ao menos parcialmente, o significado da sigla, embora 19% declarem ter ampla experiência com o assunto. O grau de familiaridade cresce conforme o porte da empresa, com as grandes liderando em todas as categorias de conhecimento.
As prioridades dentro do tripé variam conforme cada dimensão. No campo ambiental, a gestão de resíduos é o tema mais relevante para 81% das indústrias consultadas, seguida por eficiência energética (69%) e uso da água (66%). A adaptação às mudanças climáticas, por sua vez, aparece com menor peso para a maioria das empresas.
Na dimensão social, a saúde e a segurança ocupacional despontam como principal foco, consideradas relevantes por 84% das organizações, ao lado do desenvolvimento profissional e do relacionamento com clientes, conforme indica o documento na página 9.
Para o fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), Daniel Maximilian Da Costa, o avanço do ESG nas indústrias reflete um movimento irreversível, que deixou de ser apenas retórico. Com base na publicação “Quality Magazine”, na página 31, ele observa que a concentração do tema em áreas específicas e a ênfase em pautas como inclusão, por exemplo, sinalizam maior maturidade. "O ESG já entrou na agenda estratégica das empresas. O desafio, agora, é avançar da conformidade para a integração real, em que ambiental, social e governança estejam conectados ao modelo de negócio, à tomada de decisão e à gestão de riscos", afirma.
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