Duas pessoas foram presas e diversos materiais foram apreendidos nesta quinta-feira (8) durante a terceira fase da Operação Poison Source, voltada ao combate à falsificação de bebidas alcoólicas no estado de São Paulo.
A ação contou com policiais civis da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Saúde Pública (Divecar) e outras quatro equipes. Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça de São Paulo, no município de Rio Claro, decorrentes das investigações.
Segundo as informações, os endereços eram a residência do principal investigado, uma adega mantida por ele na cidade e um sítio onde funcionaria uma indústria clandestina de bebidas alcoólicas falsificadas.
Durante as buscas, o suspeito, de 29 anos, e uma mulher, de 26, foram presos em flagrante e encaminhados à delegacia, onde serão autuados por crimes contra a saúde pública, relações de consumo e contra a propriedade material e industrial. De acordo com as investigações, a dupla seria responsável pela fabricação clandestina de bebidas.
No imóvel, foram apreendidos dois veículos e uma moto usados nas entregas, além de mercadorias e produtos diversos sem origem, que eram recebidos como forma de pagamento na venda das bebidas falsificadas. Também foram apreendidos R$ 72 mil em espécie, além de insumos e materiais utilizados na produção e comercialização ilícita dos produtos.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e apurar a extensão do crime, que representa risco à saúde pública e à ordem econômica.
A operação recebe o nome Poison Source, traduzido como “Fonte do Veneno”, por ter como principal objetivo identificar a origem das bebidas falsificadas, bem como distribuidoras e fábricas clandestinas envolvidas no esquema criminoso.
A primeira fase da Operação Poison Source, em outubro do ano passado, resultou na prisão de um dos principais fornecedores de insumos utilizados na falsificação de bebidas alcoólicas no país, na zona norte da capital paulista. Na ocasião, foram apreendidos rótulos, tampas, caixas e selos falsificados de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Outros dois homens foram presos e, nos municípios de Nova Iguaçu (RJ) e Goiânia (GO), os investigadores localizaram depósitos de garrafas utilizados para abastecer fornecedores de bebidas alcoólicas falsificadas.
Já a segunda fase foi realizada em novembro com o cumprimento de 21 ordens judiciais nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia e Pernambuco, resultando na prisão de cinco pessoas e na apreensão de materiais utilizados na adulteração e distribuição das bebidas.
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