A Amazon Web Services (AWS) anunciou, durante o AWS re:Invent, realizado na primeira semana de dezembro em Las Vegas, avanços significativos na evolução de inteligência artificial (IA), com a transição de aplicações de IA generativa que apenas geram conteúdo para agentes de IA autônomos capazes de agir, raciocinar e resolver problemas complexos.
Para liderar essa transformação, a empresa anunciou o Amazon Nova Forge, que permite que organizações desenvolvam seus próprios modelos fundacionais (LLM) por meio de treinamento aberto desde o estágio inicial, resultando em soluções com conhecimento específico sobre os negócios do cliente, e o Nova Act, projetado para automação de interfaces em navegador com alta taxa de confiabilidade.
No campo da automação de software, a introdução dos "agentes de fronteira" e as atualizações no AWS Transform visam eliminar o trabalho manual repetitivo e o legado tecnológico. Os novos agentes autônomos Kiro (desenvolvimento), AWS Security Agent e AWS DevOps Agent atuam como extensões da equipe, mitigando problemas como a perda de contexto na codificação, a detecção tardia de falhas de segurança e a lentidão na resposta a incidentes operacionais. Para sistemas legados, o AWS Transform utiliza IA agêntica para acelerar em até cinco vezes a modernização de aplicações Windows, VMware e Mainframe, liberando profissionais de engenharia da manutenção de códigos antigos para que possam se concentrar em inovação.
Para garantir que esses agentes funcionem no mundo real com segurança, a AWS lançou novas capacidades para o Amazon Bedrock AgentCore. As novas funcionalidades de Memória, Políticas e Avaliações resolvem a "amnésia" dos modelos (incapacidade de aprender com interações passadas) e estabelecem limites de segurança claros.
Expandindo o uso prático, parcerias estratégicas foram firmadas: com a Visa, criando uma camada de confiança para pagamentos autônomos por agentes; e com a Adobe, integrando essas capacidades à cadeia de suprimentos de conteúdo.
A infraestrutura que suporta a IA Agêntica
Para dar vida a esses agentes, a AWS expandiu o Amazon Bedrock com 18 novos modelos, incluindo a família Amazon Nova 2 (Lite, Pro, Omni e Sonic), que permite às empresas equilibrar raciocínio híbrido, tarefas complexas e interação multimodal (voz, vídeo e texto) com a melhor relação preço-desempenho.
No entanto, a complexidade e o custo computacional dessa nova era exigem uma infraestrutura sem precedentes. É aqui que entram as inovações de hardware e conectividade da AWS para sustentar a operação. O AWS Trainium3 UltraServers, equipados com chips de 3nm, oferecem até 4,4 vezes mais rendimento computacional e ampliam o acesso ao treinamento de modelos massivos (essenciais para o Amazon Nova Forge) que antes eram financeiramente inviáveis. O AWS Graviton5, a quinta geração do processador, entrega até 25% mais desempenho que a anterior com alta eficiência energética, alinhando velocidade e sustentabilidade, e o AWS Interconnect, que simplifica a conectividade multicloud, eliminando a sobrecarga de gerenciar infraestrutura física entre provedores, facilitando a operação de agentes que precisam transitar por diferentes ambientes.
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