A decisão da Receita Federal de flexibilizar as regras de validação para a emissão de notas fiscais no início de 2026, no âmbito da reforma tributária, expõe as empresas a riscos jurídicos e comerciais. Segundo análise da consultoria Oficina1, a tolerância técnica do governo pode criar uma falsa sensação de segurança, uma vez que a obrigação legal de preenchimento correto dos dados permanece vigente.
Embora o sistema governamental não deva bloquear notas incompletas a partir de 1º de janeiro, profissionais do setor apontam que a emissão de documentos sem a parametrização adequada gera um "passivo tributário oculto". O alerta ocorre em um cenário em que 72% das empresas ainda não adaptaram seus sistemas para as novas exigências, conforme dados da pesquisa V360.
A adaptação técnica exige o preenchimento e a validação de cerca de 200 novos campos no layout das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e). Essas novas estruturas de dados (tags XML) são necessárias para detalhar tributos como IBS, CBS, Imposto Seletivo e as regras de Split Payment.
Risco de rejeição comercial e compliance
Para Jaime Wikanski, sócio da Oficina1 e especialista no ecossistema de ERPs, a medida de flexibilização exige cautela estratégica. "O Fisco pode autorizar a emissão da nota momentaneamente para não impactar a economia, mas se o XML não contiver as tags previstas em lei, a empresa pode ficar exposta", afirma.
Wikanski alerta ainda que o risco é criar um passivo tributário silencioso, perceptível apenas em auditorias futuras. Além disso, há o entrave comercial: grandes empresas, com departamentos de compliance rígidos, tendem a rejeitar notas de fornecedores que não destaquem corretamente os novos tributos para evitar riscos na própria escrita fiscal.
Adequação de processos
A consultoria reforça que a sobrevivência operacional não depende apenas da atualização de software, mas de um protocolo de parametrização de impostos e checagem de arquivos XML de saída.
"Temos clientes, como empresas de energia, que antes emitiam documentos simplificados e agora terão que escriturar notas fiscais completas. Quem não tiver o processo desenhado corre o risco de ter a operação impactada não por falha do sistema, mas por inconsistência no processo", explica Andreza Fávero, especialista em sistemas tributários e sócia da Oficina1.
Para mitigar riscos imediatos, a recomendação técnica inclui um diagnóstico duplo (validação de versão do ERP e revisão fiscal), blindagem na emissão para evitar rejeições comerciais e foco no recebimento de notas para assegurar a leitura correta de documentos de fornecedores.
Sobre a Oficina1
Com 18 anos de atuação, a Oficina1 é uma consultoria voltada à personalização e revitalização de ERPs do ecossistema TOTVS Protheus. Fundada por ex-executivos da antiga Microsiga, a empresa atua na interface entre tecnologia e gestão tributária.
LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/oficina1/posts/?feedView=all
Instagram: https://www.instagram.com/oficina1oficial/
Contato assessoria de imprensa
Nome: Marcelo Santoro
E-mail: santoro@sm3sportsbusiness.com.br
WhatsApp: (11) 98966-9257
Tecnologia Transformação do tráfego pago altera marketing digital
Tecnologia Inteligência conectada redefinirá competitividade digital
Tecnologia Imobmeet CRM centraliza processos no mercado imobiliário
Tecnologia IA reforça estereótipos de gênero entre jovens
Tecnologia Omnibees apresenta dados inéditos do setor de viagens
Tecnologia Universidades enfrentam pressão para se reinventar na era da IA e das incertezas Mín. 16° Máx. 29°
Mín. 17° Máx. 26°
ChuvaMín. 18° Máx. 29°
Chuvas esparsas