Entre 2011 e 2018, o número de cirurgias bariátricas no país cresceu 84,73%, passando de 34.629 para 63.969 procedimentos. Só em 2018 foram realizadas 11.402 cirurgias, conforme balanço da Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCBM) e dados do Ministério da Saúde, divulgados pela Agência Brasil.
O Dr. Willian Chaves, cirurgião geral, do aparelho digestivo e especializado em cirurgia robótica, pontua que a cirurgia bariátrica pode impactar positivamente a saúde geral do paciente, melhorando condições como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono, além de reduzir o risco de doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer.
"A cirurgia bariátrica é, acima de tudo, uma ferramenta no tratamento da obesidade e das suas complicações associadas. Ela vai muito além da simples perda de peso ao reduzir os fatores de risco metabólicos. Quando bem indicada e acompanhada por uma equipe multidisciplinar, ela transforma vidas, proporcionando maior longevidade, mobilidade e uma significativa recuperação da autoestima", afirma o cirurgião.
O especialista destaca a remissão ou o controle de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol elevado e esteatose hepática (gordura no fígado) como os benefícios metabólicos e clínicos mais comumente observados após o procedimento, além da perda de peso. Em mulheres com dificuldades para engravidar, a cirurgia pode restaurar a fertilidade.
"Também há uma melhora considerável na qualidade do sono devido à redução da apneia obstrutiva e ganhos importantes na saúde mental, com alívio de sintomas de ansiedade e depressão associados à obesidade. Todos esses fatores contribuem para uma vida mais saudável e produtiva", reforça o médico.
Avanço técnico-cirúrgico
Para o Dr. Willian Chaves, atualmente, as técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, têm revolucionado a área de cirurgia bariátrica. Segundo ele, esses métodos oferecem maior precisão cirúrgica, o que pode garantir melhores resultados.
"Essas abordagens utilizam pequenas incisões, que reduz significativamente a dor pós-operatória, o risco de infecções e complicações, além de acelerar a recuperação do paciente, que muitas vezes, consegue voltar às suas atividades em um curto período, o que é crucial para a adesão ao plano de reabilitação e para o sucesso a longo prazo", assinala o profissional.
O cirurgião observa que a cirurgia bariátrica é uma especialidade em constante evolução. Segundo ele, novas técnicas, estudos e tecnologias surgem o tempo todo e são projetados para oferecer melhores resultados com mais segurança. "Escolher um cirurgião atualizado significa garantir um tratamento com base nos mais altos padrões de evidências científicas e acesso a opções mais modernas e menos invasivas disponíveis".
De acordo com o médico, o domínio dessas técnicas modernas traz avanços significativos tanto na segurança quanto na eficácia do procedimento. Com o uso da laparoscopia e da robótica, o cirurgião ganha maior precisão, melhor visão ampliada das estruturas anatômicas e mais controle sobre os movimentos, tudo isso reduzindo o risco de lesões nos tecidos.
"Além disso, essas técnicas resultam em melhores resultados estéticos e menores taxas de infecção, garantindo uma experiência mais positiva para o paciente. Em resumo, o treinamento em métodos inovadores coloca a cirurgia bariátrica no mais alto nível de segurança e resultado clínico", explica o especialista.
O Dr. Willian Chaves acredita que o futuro da cirurgia bariátrica será marcado pela personalização ainda maior do tratamento, com o uso de inteligência artificial (IA) e dados genéticos para indicar qual procedimento se adapta melhor às necessidades de cada paciente.
"Do ponto de vista tecnológico, esperamos avanços em robótica, que tornarão os procedimentos ainda menos invasivos e mais precisos. Além disso, há um investimento crescente no desenvolvimento de técnicas endoscópicas avançadas, que futuramente poderão tratar casos mais complexos sem a necessidade de incisões cirúrgicas", acrescenta o profissional.
Segundo a SBCBM, a cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40 quilos por metro quadrado ou igual ou superior a 35 quilos por metro quadrado com comorbidades de alto risco, e após insucesso de pelo menos dois anos de tratamento clínico. É obrigatório acompanhamento multidisciplinar, incluindo alimentação, exercícios físicos e cuidados com a saúde mental.
O médico orienta que a decisão por realizar o procedimento seja tomada com base em uma avaliação responsável e criteriosa, em conjunto com uma equipe multidisciplinar composta por cirurgiões, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais.
"É um tratamento poderoso, mas que exige comprometimento do paciente para mudanças a longo prazo no estilo de vida. Além disso, o acompanhamento contínuo no pós-operatório é imprescindível para garantir não só o sucesso da cirurgia, mas também uma vida mais saudável e equilibrada", conclui o Dr. Willian Chaves.
Para saber mais, basta acessar: https://drwillianchaves.com.br/
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