O Governo de São Paulo recuperou mais de R$ 70 milhões em valores, ativos e bens apreendidos durante ações contra crimes de lavagem de dinheiro e outros recursos oriundos de sanções patrimoniais. O valor apreendido será utilizado para intensificar o combate ao crime organizado. Do total recuperado, quase R$ 20 milhões já estão disponíveis para investimento na segurança pública.
A medida foi possível graças à alteração do Decreto nº 68.926/2024, em junho deste ano, que fortaleceu o programa de recuperação de ativos Recupera-SP e ampliou os investimentos em segurança pública. A nova redação incluiu de forma expressa recursos oriundos de acordos firmados fora da Justiça — como os realizados durante investigações do Ministério Público — que podem ser revertidos diretamente ao programa. O texto anterior só abrangia as investigações da Polícia Civil. A mudança ampliou a capacidade de captação de recursos sem necessidade de decisão judicial, acelerando o repasse de verbas à segurança.
“É muito importante esse programa Recupera SP, porque a gente consegue trazer dinheiro do crime para combater o crime. A gente vai conseguir comprar mais viatura, armamento e dar condição melhor para o policial trabalhar com equipamentos e isso é um avanço muito grande”, afirma o secretário de segurança pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.
A alteração do decreto faz parte de um série de ações que fortalecem o combate ao crime organizado e avança na modernização da gestão de recursos públicos e na consolidação de uma política de segurança mais eficiente, ágil e sustentável em todo o estado.
Outra ação que integra as medidas é o programa Muralha Paulista , um sistema inteligente que conecta milhares de câmeras de segurança em todo o estado à base de dados da Secretaria de Segurança Pública. A iniciativa usa a tecnologia para criar uma barreira virtual contra a criminalidade por meio da integração de milhares de câmeras de segurança em todo o estado à base de dados da Secretaria de Segurança Pública. Além das câmeras de órgãos públicos, o sistema também pode integrar equipamentos de empresas, condomínios e residências de todo o estado.
Os equipamentos possuem reconhecimento facial e de placas de veículos, permitindo às forças de segurança monitorar o deslocamento de criminosos, aumentando a possibilidade de prisões.
Atualmente, o Muralha Paulista conta com quase 45 mil câmeras interligadas, possibilitando a prisão de mais de 550 mil criminosos e a apreensão de 644 toneladas de entorpecentes desde o início da gestão. O sistema beneficia 61% da população paulista, nos 78 municípios em que a integração está totalmente concluída. Outras 525 cidades encontram-se em processo de adesão ou integração ao sistema.
O enfrentamento ao crime organizado é uma prioridade do Governo de SP, que vem realizando investimentos contínuos na aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos tecnológicos e sistemas de inteligência policial, ampliando a capacidade operacional das forças de segurança.
As ações têm sido integradas com órgãos municipais, estaduais e federais, com foco na asfixia financeira das facções criminosas e na desarticulação da logística do tráfico de drogas e de outros crimes explorados por esses grupos.
Desde 2023, as forças de segurança já realizaram 421 operações conjuntas com instituições como a Polícia Federal, o Ministério Público e o GAECO para desmantelar organizações criminosas, um trabalho que vem se refletindo diretamente nos indicadores criminais, com quedas históricas nos homicídios, latrocínios e roubos.
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