A agricultura irrigada no Brasil atingiu 8,2 milhões de hectares em 2024, conforme a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), representando 45% da produção de alimentos em apenas 20% da área plantada. Com potencial para expandir para 55 milhões de hectares, a irrigação é essencial para a estabilidade produtiva e para atender à demanda global por alimentos, projetada pela FAO em um aumento de 70% até 2050, com o Brasil fornecendo até 60% dessa oferta.
O crescimento reflete a adoção de tecnologias eficientes: entre 2006 e 2017, o uso de irrigação subiu 52,6% (IBGE). Sistemas pressurizados, como pivô central e gotejamento, agora cobrem 65% da área irrigada, evoluindo de menos de 10% nos anos 1980. De 1960 a 2015, a área cresceu de 462 mil para 6,95 milhões de hectares, posicionando o Brasil entre os top 10 globais, com projeção de 10 milhões até 2030.
A irrigação inteligente, com sensores e automação, reduz o consumo de água em 50%, ajustando-se a condições climáticas e solo. Tecnologias digitais, como IoT e IA, otimizam o monitoramento em tempo real, minimizando desperdícios.
Em 2024, o Ministério da Integração criou quatro novos Polos de Agricultura Irrigada, totalizando 16 polos com 1,7 milhão de hectares e potencial para 8 milhões. O Plano Safra 2024/2025 alocou R$ 107,3 bilhões em créditos, com aumento de 16,5%, e o Proirriga ganhou 6% a mais para equipamentos.
“Dentre os componentes chave, as mangueiras são vitais para distribuição eficiente”, de acordo com José Francisco dos Santos, diretor executivo da Maxxflex. As mangueiras ACIRRI – Irrigação 100 da Maxxflex, projetadas para condução de água em pivôs de irrigação, destacam-se pela construção em borracha sintética com reforço têxtil de alta resistência, cobertura resistente a abrasão, intempéries e ozônio, e operação até 80°C.
“A sustentabilidade é prioridade, preservando recursos em face de mudanças climáticas, como secas no Nordeste e irregularidades no Sudeste e Centro-Oeste. O setor privado domina 96,2% da área irrigada”, afirma José Francisco.
“Desafios incluem conflitos hídricos, custos e infraestrutura, mas tendências apontam para integração digital e parcerias. Com planejamento, o Brasil fortalece seu papel global em alimentos”, segundo Daniel Rodrigues Inocencio, diretor comercial da Maxxflex.
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