Pela primeira vez, mais da metade dos usuários de internet no Brasil declarou ter comprado ou encomendado bens e serviços pela rede. Segundo a PNAD Contínua TIC 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2 de julho de 2026, essa finalidade alcançou 52,7% dos usuários, alta de 4,8 pontos percentuais sobre o ano anterior. Nesse cenário, a plataforma escolhida para vender cursos e materiais on-line passou a ter peso direto na margem de quem vive de conteúdo, avalia Domingos Hypolito Neto, cofundador e CEO da Maisfy.
De acordo com o executivo, a taxa anunciada por transação representa apenas parte da conta. O custo efetivo reúne o percentual cobrado sobre cada venda, a tarifa fixa por operação e as mensalidades de ferramentas contratadas à parte, como página de vendas, disparo de e-mails, sistema de gestão de relacionamento com o cliente (CRM), área de membros e recuperação de carrinho abandonado.
"O exercício que o produtor deve fazer é aplicar a mesma conta à plataforma que usa hoje e somar tudo o que paga por fora. Soluções que incluem essas ferramentas tendem a vencer essa comparação, mesmo quando o percentual não é o menor", afirma Hypolito Neto.
Checkout, área de membros e afiliados
No checkout, etapa em que o pagamento é concluído, o CEO aponta como critérios a velocidade da página, a oferta de Pix e parcelamento e a presença de recursos de conversão nativos, como vídeo de vendas na própria página, order bump (oferta complementar apresentada no momento do pagamento) e upsell com um clique após a compra. Quando esses mecanismos já fazem parte da plataforma, segundo ele, o produtor deixa de depender de integrações que podem falhar no meio de uma campanha.
Para quem comercializa cursos, a área de membros funciona como o próprio produto entregue ao aluno. Além de módulos, certificado e controle de acesso por turma, a tutoria com inteligência artificial (IA) aparece como recurso mais recente: o estudante esclarece dúvidas sobre o conteúdo a qualquer hora e recebe a indicação da aula correspondente. Para Hypolito Neto, quanto menor a demanda por suporte humano em dúvidas básicas, maior a escala possível.
No programa de afiliados, que amplia o alcance sem custo fixo, convém observar se o recurso é nativo, como funciona a divisão de comissões, se há coprodução com repartição automática entre sócios e quais ferramentas o afiliado recebe, como links rastreáveis e materiais prontos. Plataformas mais recentes também disponibilizam extensões de navegador que facilitam a rotina de quem divulga.
Inteligência artificial na gestão do negócio
A IA já ocupa lugar central na rotina de quem produz conteúdo. O relatório Creators’ Toolkit 2026, da Adobe, feito com mais de 16 mil criadores de oito países, indica que 75% dos que utilizam IA criativa a consideram integrada ou essencial ao trabalho. Para Hypolito Neto, porém, o uso segue concentrado na produção de roteiros, textos e imagens. "A fronteira que separa as plataformas está na IA aplicada à gestão do negócio, capaz de analisar a base de vendas, sugerir a próxima ação e responder perguntas em linguagem natural sobre o próprio faturamento", observa.
Na Maisfy, essa camada é representada pelo Córtex, IA nativa que examina as vendas do produtor e sugere ações dentro do painel. A empresa também oferece integração pelo Model Context Protocol (MCP), padrão aberto de conexão entre sistemas e assistentes de IA, que permite consultar números a partir do assistente usado no dia a dia. "É como conversar com a própria receita: em vez de exportar planilhas, o produtor pergunta", resume o executivo.
Outro movimento envolve a transformação do conteúdo em produto de IA. Uma skill reúne o material de um curso para consulta dentro de um assistente de IA, com respostas baseadas nas aulas do produtor. Na Maisfy, ela é gerada automaticamente a partir do curso, passa por revisão antes de chegar ao comprador e tem o acesso verificado a cada uso, deixando de responder sem compra ou assinatura ativa. Pode ser vendida avulsa ou por assinatura, ofertada como order bump ou distribuída gratuitamente como porta de entrada para o curso completo.
Planejamento e migração
Escolher a plataforma pelo estágio atual do negócio é um equívoco frequente, segundo o CEO. Antes da decisão, ele recomenda verificar se a estrutura suporta o volume previsto para os próximos dois anos, se atende produtos físicos em caso de expansão e se oferece os dados e a inteligência que a operação exigirá. "A ordem segura é montar tudo na casa nova, testar com uma compra real e só então virar os links, mantendo a conta antiga ativa durante a transição para que as vendas não parem", orienta.
Com um consumidor mais conectado e oferta ampla de soluções, a decisão sobre onde vender tende a combinar cálculo financeiro, exame das ferramentas incluídas e análise da inteligência embarcada. Na visão de Hypolito Neto, a IA deixa de ocupar espaço apenas no marketing para participar da operação, enquanto o próprio conteúdo ganha formatos novos, como as skills.
Sobre a Maisfy
A Maisfy é uma plataforma brasileira para venda de produtos digitais e físicos que reúne checkout, área de membros, CRM, programa de afiliados e inteligência artificial nativa em um só ambiente. A empresa se posiciona como infraestrutura de receita com IA integrada à operação do produtor e acompanha a migração de quem vem de outras plataformas.
Para mais informações, basta acessar: https://maisfy.com.br
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