Mogi das Cruzes Capacitação

Sarampo e rubéola: Mogi capacita rede de saúde

Treinamento reforça identificação de suspeitas e vacinação

18/09/2026 14h47
Por: Redação
Saúde e Bem-Estar - PMMC
Saúde e Bem-Estar - PMMC

Médicos e enfermeiros das redes pública e privada de Mogi das Cruzes participaram de uma capacitação para reforçar a identificação, o diagnóstico e a notificação de casos suspeitos de sarampo e rubéola. O treinamento ocorreu na terça-feira (15) e reuniu profissionais que atuam diretamente no atendimento à população.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, Mogi das Cruzes não registra casos de sarampo desde 2022. Mesmo assim, a Vigilância Epidemiológica mantém ações de preparação das equipes para permitir uma resposta rápida diante de uma eventual suspeita da doença.

Profissionais receberam orientações sobre casos suspeitos

A capacitação foi realizada na sede da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar e conduzida pela equipe da Vigilância Epidemiológica Municipal.

Entre os assuntos abordados estiveram os critérios para identificação de casos suspeitos, métodos de diagnóstico, diagnósticos diferenciais, tratamento e preenchimento das fichas de notificação.

O treinamento também reforçou a necessidade de comunicação rápida à Vigilância Epidemiológica sempre que houver uma suspeita, para que as medidas de investigação, prevenção e controle possam ser adotadas.

Participaram representantes dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar de hospitais públicos e privados, além de profissionais de unidades de pronto-atendimento.

Quais são os sintomas do sarampo?

Entre os sinais associados ao sarampo estão febre alta, tosse seca, coriza, olhos vermelhos e manchas avermelhadas na pele.

A doença é contagiosa e exige atenção dos serviços de saúde principalmente diante de quadros compatíveis, histórico de contato ou outras condições epidemiológicas avaliadas pelos profissionais responsáveis.

Quais são os sintomas da rubéola?

A rubéola pode apresentar febre baixa, aumento e dor dos gânglios do pescoço e da nuca, manchas avermelhadas na pele e dores nas articulações.

Como diferentes doenças podem apresentar sintomas semelhantes, o diagnóstico deve ser realizado por profissionais de saúde.

O que fazer em caso de sintomas

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é procurar uma unidade de pronto-atendimento diante de sintomas compatíveis e evitar contato próximo com outras pessoas até receber avaliação profissional.

O uso de máscara durante o deslocamento e o atendimento também é recomendado pela administração municipal como medida para reduzir o risco de transmissão quando houver suspeita.

Vacina tríplice viral é a principal prevenção

A vacina tríplice viral (SCR) protege contra sarampo, caxumba e rubéola e integra o Calendário Nacional de Vacinação.

Para as crianças, o esquema de rotina prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Crianças com doses atrasadas devem ter a situação vacinal avaliada e atualizada na unidade de saúde.

Adolescentes e adultos também podem precisar iniciar ou completar o esquema, conforme a idade e o histórico de vacinação. A recomendação é apresentar a caderneta de vacinação para avaliação da equipe de saúde.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) de Mogi das Cruzes.

Mogi mantém vacinação de rotina

Como o município não registra casos de sarampo desde 2022, a estratégia adotada atualmente é manter a vacinação prevista no calendário, atualizar esquemas atrasados e reforçar a imunização dos públicos indicados.

Estratégias extraordinárias de vacinação podem ser adotadas pelas autoridades de saúde de acordo com o cenário epidemiológico e a eventual ocorrência ou risco de transmissão da doença.

Confira as principais orientações

  • Sintomas suspeitos: procure atendimento em uma unidade de saúde;
  • Contato com outras pessoas: evite enquanto houver suspeita e até receber orientação profissional;
  • Máscara: pode ser utilizada durante o deslocamento e atendimento em caso de sintomas;
  • Vacinação infantil: doses de rotina aos 12 e 15 meses;
  • Vacinas atrasadas: leve a caderneta a uma unidade de saúde para avaliação;
  • Prevenção: mantenha o esquema vacinal atualizado conforme as orientações do Calendário Nacional de Vacinação.
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