Médicos e enfermeiros das redes pública e privada de Mogi das Cruzes participaram de uma capacitação para reforçar a identificação, o diagnóstico e a notificação de casos suspeitos de sarampo e rubéola. O treinamento ocorreu na terça-feira (15) e reuniu profissionais que atuam diretamente no atendimento à população.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, Mogi das Cruzes não registra casos de sarampo desde 2022. Mesmo assim, a Vigilância Epidemiológica mantém ações de preparação das equipes para permitir uma resposta rápida diante de uma eventual suspeita da doença.
Profissionais receberam orientações sobre casos suspeitos
A capacitação foi realizada na sede da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar e conduzida pela equipe da Vigilância Epidemiológica Municipal.
Entre os assuntos abordados estiveram os critérios para identificação de casos suspeitos, métodos de diagnóstico, diagnósticos diferenciais, tratamento e preenchimento das fichas de notificação.
O treinamento também reforçou a necessidade de comunicação rápida à Vigilância Epidemiológica sempre que houver uma suspeita, para que as medidas de investigação, prevenção e controle possam ser adotadas.
Participaram representantes dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar de hospitais públicos e privados, além de profissionais de unidades de pronto-atendimento.
Quais são os sintomas do sarampo?
Entre os sinais associados ao sarampo estão febre alta, tosse seca, coriza, olhos vermelhos e manchas avermelhadas na pele.
A doença é contagiosa e exige atenção dos serviços de saúde principalmente diante de quadros compatíveis, histórico de contato ou outras condições epidemiológicas avaliadas pelos profissionais responsáveis.
Quais são os sintomas da rubéola?
A rubéola pode apresentar febre baixa, aumento e dor dos gânglios do pescoço e da nuca, manchas avermelhadas na pele e dores nas articulações.
Como diferentes doenças podem apresentar sintomas semelhantes, o diagnóstico deve ser realizado por profissionais de saúde.
O que fazer em caso de sintomas
A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é procurar uma unidade de pronto-atendimento diante de sintomas compatíveis e evitar contato próximo com outras pessoas até receber avaliação profissional.
O uso de máscara durante o deslocamento e o atendimento também é recomendado pela administração municipal como medida para reduzir o risco de transmissão quando houver suspeita.
Vacina tríplice viral é a principal prevenção
A vacina tríplice viral (SCR) protege contra sarampo, caxumba e rubéola e integra o Calendário Nacional de Vacinação.
Para as crianças, o esquema de rotina prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Crianças com doses atrasadas devem ter a situação vacinal avaliada e atualizada na unidade de saúde.
Adolescentes e adultos também podem precisar iniciar ou completar o esquema, conforme a idade e o histórico de vacinação. A recomendação é apresentar a caderneta de vacinação para avaliação da equipe de saúde.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) de Mogi das Cruzes.
Mogi mantém vacinação de rotina
Como o município não registra casos de sarampo desde 2022, a estratégia adotada atualmente é manter a vacinação prevista no calendário, atualizar esquemas atrasados e reforçar a imunização dos públicos indicados.
Estratégias extraordinárias de vacinação podem ser adotadas pelas autoridades de saúde de acordo com o cenário epidemiológico e a eventual ocorrência ou risco de transmissão da doença.
Confira as principais orientações
- Sintomas suspeitos: procure atendimento em uma unidade de saúde;
- Contato com outras pessoas: evite enquanto houver suspeita e até receber orientação profissional;
- Máscara: pode ser utilizada durante o deslocamento e atendimento em caso de sintomas;
- Vacinação infantil: doses de rotina aos 12 e 15 meses;
- Vacinas atrasadas: leve a caderneta a uma unidade de saúde para avaliação;
- Prevenção: mantenha o esquema vacinal atualizado conforme as orientações do Calendário Nacional de Vacinação.