O judô está no DNA de Matheus Nery. O atleta de 16 anos nasceu cercado por judocas. Seu pai e sensei, Marcelo, competiu profissionalmente e sua irmã mais velha, Mirela, também honrou o legado familiar.
A influência dentro de casa foi crucial para a escolha de Matheus pelo judô , mas o garoto desde cedo já mostrava inclinação para o esporte. “Eu fui judoca e a minha filha mais velha também, então o judô sempre foi assunto em casa. A gente fala sobre isso no café da manhã. A entrada do Matheus na modalidade foi natural. Ele começou brincando e aos poucos foi pegando gosto. Mas eu sempre percebi que ele tinha talento para isso”, conta o pai.
Matheus se deu conta de que poderia levar o judô a sério aos 7 anos, somente dois anos após começar a praticar o esporte. “Na Copa São Paulo de 2017 eu fiz em um único dia nove lutas, e venci oito. Acabei ficando com o vice-campeonato. Foi nesse momento que percebi que gostava de judô.”
Os treinos na academia do pai, em Ribeirão Pires, onde nasceu, e as viagens para competições passaram a fazer parte da rotina de Matheus. Mas a promissora trilha do atleta sofreu uma parada forçada por conta de um problema de saúde. O diagnóstico de leucemia afastou o garoto dos tatames por tempo indeterminado.
“Recebemos o diagnóstico em 2018, quando ele tinha 8 anos. Começamos a notar uma queda de desempenho repentina nos treinos. Garotos menores que ele passaram a derrubá-lo com facilidade. Algo estava fora do lugar. Foi muito doloroso para todos nós. Mas o meu filho nunca pensou em desistir. Ele curou da leucemia em 2021 e retomou os treinos. A pandemia parou o esporte e isso de certa forma ajudou o Matheus, que não perdeu de vista os garotos de sua idade nos aspectos físico e técnico”, lembra Marcelo.
Bolsista do Programa Talento Esportivo , plataforma de financiamento do Governo do Estado de SP a atletas da base ao profissional, Matheus regressou ao cenário competitivo inspirado. Foram mais de 70 medalhas desde 2023 e uma vaga na seleção brasileira de base, onde luta na categoria até 55kg. “Doeu muito ficar esse tempo fora. É difícil não poder fazer o que você ama. Assistia aos campeonatos e me imaginava lá, lutando”, conta.
O vínculo familiar entre Matheus e Marcelo fica em casa. Quando vestem o dojigiri, como é chamado o vestuário completo do judô, a relação migra para um outro departamento: a de sensei e aluno.
“Sou um sensei rigoroso. Não vendo mentira. Aponto o que tiver que ser apontado, sem passar a mão na cabeça. É muito importante separar o pai do técnico. No tatame eu cobro ele, mas fora temos uma relação comum de pai e filho. Meu amor pelo Matheus está acima dos títulos que ele ganha”, destaca Marcelo. “Meu pai é exigente e prefiro que seja dessa maneira. Só assim vou evoluir”, arremata Matheus.
A experiência como judoca de alto nível faz Marcelo ter a certeza de que tem um diamante bruto nas mãos. “Ele é a minha miniatura, a minha continuidade no tatame. O Matheus tem muita técnica e é dedicado. É muito melhor do que eu era na idade dele.
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