Estudantes do Ensino Fundamental II apresentaram 23 projetos durante a sessão do Parlamento Estudantil realizada na tarde de quinta-feira (29 de outubro), na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. Os participantes ocuparam os assentos dos vereadores e defenderam propostas relacionadas à educação, saúde mental, inclusão, meio ambiente, tecnologia, segurança, mobilidade urbana e assistência social.
A atividade contou com a presença da vereadora Inês Paz (PSOL) e do vereador Johnny da Inclusão (Avante), integrantes da Comissão Permanente de Educação do Legislativo municipal.
Alunos conduziram os trabalhos parlamentares
A Mesa Diretiva da sessão foi presidida por Penéllopy Brito Anselmo, da Escola Deodato Wertheimer. Pedro Oliveira, da Escola Jovita Franco Arouche, ocupou a vice-presidência.
Isadora Vieira Lemes, do Colégio Gutenberg, atuou como primeira secretária, enquanto Victor Joaquim Pinheiro Menezes Guimarães, do Colégio Alma Mater, assumiu a função de segundo secretário.
Educação e saúde mental estiveram entre as propostas
Entre os projetos apresentados, Grace Elisabeth Chuang, do Colégio Objetivo, propôs a implantação de um sistema de mentoria na rede municipal de ensino, permitindo que estudantes a partir do sexto ano auxiliem outros alunos.
“É um sistema que existe em muitas escolas privadas e não promove apenas melhoria das notas acadêmicas, mas fomenta o desenvolvimento da empatia e da solidariedade por meio da convivência”, pontuou Grace.
Heloíse Oliveira Machado, da Escola Jovita Franco Arouche, apresentou uma proposta de criação de espaços de autorregulação destinados a estudantes com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) nas escolas municipais.
Segundo a estudante, a iniciativa pretende disponibilizar ambientes tranquilos e atividades apropriadas para alunos que enfrentem momentos de agitação, distração ou dificuldade de concentração.
Mahmoud Al Hawarna, do Cempre Benedito Ferreira Lopes, defendeu a criação do Programa Saúde Mental na Escola, com ações voltadas à ansiedade, à depressão e ao bullying.
“O foco principal é combater a ansiedade, a depressão e o bullying, que afetam os nossos estudantes. Não é drama ou frescura, mas uma realidade dolorosa nas salas de aula. Precisamos agir para que nenhum jovem possa sofrer em silêncio”, ressaltou Mahmoud.
Assistência social e inclusão também foram debatidas
Isadora Vieira Lemes, do Colégio Gutenberg, apresentou o Programa Espaço Corujinha, destinado ao acolhimento infantil noturno de filhos de mães trabalhadoras.
“Vocês já pararam para pensar em quem cuida dos filhos das mães que trabalham nos hospitais no período noturno ou dos filhos das mães que trabalham na faxina nos shoppings, quando eles fecham? Muitas mães não têm apoio”, questionou a estudante.
Pedro Oliveira, da Escola Jovita Franco Arouche, propôs a criação de uma creche para idosos, com espaços de convivência e apoio emocional durante o dia.
“A minha proposta é a criação de um espaço seguro para que pessoas idosas possam passar o dia em uma convivência agradável, recebendo apoio emocional”, explicou Pedro.
Na área da acessibilidade, Sophia do Prado Costa, do Colégio Santa Mônica, sugeriu a instalação de painéis sensoriais e interativos em espaços públicos. Já Sophia Felicio de Andrade, da Escola Leonor de Oliveira Mello, apresentou medidas de prevenção e combate à xenofobia, ao racismo e a outras formas de discriminação contra crianças e adolescentes.
Meio ambiente, mobilidade e segurança integraram a sessão
Anna Carolina Alencar de Godoy, da Escola Placidina, apresentou um projeto para implantar colmeias de abelhas nativas em áreas de Mata Atlântica destinadas à recuperação ambiental.
“A gente sabe que a Mata Atlântica tem sido muito desmatada. É essencial que a gente discuta sobre temas de regeneração da vegetação local e também formas de manter ela presente”, defendeu a estudante.
Enzo Honório de Almeida, da Escola Maple Bear, propôs um programa municipal de incentivo ao ciclismo intermunicipal e à mobilidade ativa.
Lucas Cardoso, da Escola Tomas Agostinho, apresentou o projeto de criação do Mapa Municipal de Pontos de Atenção à Segurança, que prevê a utilização de informações enviadas pelos moradores e de dados municipais para identificar regiões que necessitam de atenção.
Na área de tecnologia e serviços públicos, Penéllopy Brito Anselmo, da Escola Deodato Wertheimer, sugeriu um aplicativo municipal para registro, encaminhamento e acompanhamento de solicitações relacionadas à infraestrutura da cidade.
Confira os 23 projetos do Parlamento Estudantil
Os participantes apresentaram propostas relacionadas a diferentes demandas de Mogi das Cruzes. A relação divulgada pela Câmara identifica os seguintes estudantes, escolas e projetos:
- Anna Carolina Alencar de Godoy — Escola Placidina: implantação de colmeias de abelhas nativas em áreas de Mata Atlântica destinadas à recuperação ambiental.
- Diego Wallace Lopes — Escola Leonor de Oliveira Mello: criação do Programa Conjunto Escolar para o desenvolvimento de projetos educacionais complementares.
- Enzo Honório de Almeida — Escola Maple Bear: criação do Programa Municipal de Incentivo ao Ciclismo Intermunicipal e à Mobilidade Ativa.
- Grace Elisabeth Chuang — Colégio Objetivo: implantação de sistema de mentoria entre estudantes da rede municipal de educação.
- Gracielle Dias de Souza — Escola Iracema Brasil de Siqueira: criação da plataforma Mogi Lar Seguro, destinada à consulta de informações sobre restrições e fiscalizações de imóveis.
- Guilherme de Lima Luiz — Escola Professor Firmino Ladeira: instituição do Programa Sábado do Saber, voltado à alfabetização, ao letramento e à recomposição das aprendizagens nas escolas estaduais de Ensino Fundamental II.
- Heloíse Oliveira Machado — Escola Jovita Franco Arouche: criação de espaços de autorregulação para estudantes com TDAH nas escolas municipais.
- Isadora Vieira Lemes — Colégio Gutenberg: criação do Programa Espaço Corujinha, destinado ao acolhimento infantil noturno de filhos de mães trabalhadoras.
- Laura Gabrielly Correa da Silva — Escola Iracema Brasil de Siqueira: instituição do Programa Municipal de Respeito e Valorização dos Professores.
- Lucas Cardoso — Escola Tomas Agostinho: criação do Mapa Municipal de Pontos de Atenção à Segurança.
- Luiza Maciel Perez — Colégio Millenium Construtivo: estabelecimento de diretrizes para ações de educação socioemocional na rede pública municipal.
- Mahmoud Al Hawarna — Cempre Benedito Ferreira Lopes: criação do Programa Saúde Mental na Escola.
- Paola Francini Santos de Oliveira — Cempre Benedito Ferreira Lopes: criação do Programa de Atenção Integral e Desenvolvimento do Atleta.
- Pedro Dellatorre Silva — Escola Gênesis: proposta de captação e reaproveitamento de águas pluviais em edificações para fins não potáveis.
- Pedro Macedo Ciavdar Ruiz — Escola Iracema Brasil de Siqueira: inserção de disciplina de preparação para o mercado de trabalho nas escolas da cidade.
- Pedro Oliveira — Escola Jovita Franco Arouche: criação de uma creche para idosos em Mogi das Cruzes.
- Penéllopy Brito Anselmo — Escola Deodato Wertheimer: criação de aplicativo municipal para registro e acompanhamento de solicitações referentes à infraestrutura e aos serviços públicos.
- Sophia do Prado Costa — Colégio Santa Mônica: instalação de painéis sensoriais e interativos em espaços públicos.
- Sophia Felicio de Andrade — Escola Leonor de Oliveira Mello: instituição de medidas de prevenção e combate à xenofobia, ao racismo e à discriminação contra crianças e adolescentes.
- Stella Oliveira Pinto — Escola Alfabeto: criação do Programa Material que Circula, para incentivar a troca e o reaproveitamento de materiais escolares em bom estado.
- Victor Joaquim Pinheiro Menezes Guimarães — Colégio Alma Mater: instituição do Programa Municipal de Educação Política e Cidadã de Mogi das Cruzes.
- Yasmin de Oliveira de Souza — Escola Jose Ayumar de Miranda: instituição da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.
- Bryan Guilherme Di Nola Siqueira — Escola Francisco de Souza Mello: proposta de melhoria, modernização e manutenção preventiva da iluminação pública nas áreas rurais do Botujuru.
Projeto permite experiência na rotina legislativa
O Parlamento Estudantil é uma iniciativa de educação política e cidadã promovida pela Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. O programa permite que os participantes assumam simbolicamente a função de vereadores e conheçam procedimentos relacionados ao funcionamento do Poder Legislativo.
Durante a atividade, os estudantes elaboram, apresentam e defendem propostas de lei, participando de debates sobre questões relacionadas ao município.
Segundo a Câmara, a iniciativa busca aproximar os jovens das instituições democráticas e proporcionar conhecimento sobre os processos de elaboração de leis e a participação cidadã.