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Outubro Rosa expõe baixa cobertura de mamografia no Ceará

Com apenas 17,8% de cobertura de exames de rastreio no estado, médica alerta para riscos da detecção tardia e discute estratégias para ampliar o acesso à prevenção

29/10/2026 15h47
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Divulgação/Cartão de TODOS
Divulgação/Cartão de TODOS

A campanha do Outubro Rosa traz à tona um desafio persistente na saúde da mulher do Ceará: a baixa cobertura dos exames de rastreamento mamográfico. Segundo estudo publicado no Observatório de Oncologia, em 2025, a cobertura no Ceará foi de apenas 17,8%, enquanto que no Brasil foi de 22%, chegando a 32,4% no Piauí. Com uma estimativa de 3.250 novos casos anuais da doença no estado entre 2026 e 2028, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), especialistas reforçam que o diagnóstico precoce continua sendo a principal ferramenta para salvar vidas e que, desde 2025, a mamografia anual é um direito de todas as mulheres brasileiras a partir dos 40 anos.

Maria Luiza Gonçalves Brandão, médica da área de ginecologia do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, explica que a mamografia é o método de rastreamento mais eficaz para identificar anormalidades no tecido mamário, como nódulos, cistos e áreas de espessamento, antes mesmo do surgimento de qualquer sintoma físico. "O prognóstico e as chances de cura tornam-se consideravelmente mais favoráveis quando o tumor é descoberto e tratado em suas fases iniciais, se comparado a quadros identificados em estágios avançados ou com metástases", pontua.

Os impactos da baixa adesão ao exame

De acordo com a médica, a escassez de exames preventivos faz com que mais pacientes descubram a condição clínica tardiamente, resultando em doença mais avançada, com tumores maiores e comprometimento de gânglios. Isso afeta diretamente o cenário de tratamento. "Como consequência dessa barreira no diagnóstico, as abordagens terapêuticas tornam-se mais complexas e o potencial de cura pode ser reduzido", afirma Brandão.

Entre os principais fatores que afastam as mulheres dos consultórios e laboratórios, Maria Luiza destaca a falta de informação, o receio em relação ao procedimento ou ao diagnóstico, a dificuldade de agendamento, a distância dos postos de atendimento e a demora no atendimento. "Para melhorar esse cenário, é importante facilitar o agendamento, ampliar a oferta de exames, levar informação às comunidades e garantir rapidez na investigação e no tratamento quando houver alteração", reforça.

Quem deve fazer a mamografia e com que frequência?

A diretriz do Ministério da Saúde de 2025, detalhada em nota técnica do Inca, estabelece critérios específicos para cada faixa etária:

  • Mulheres de 40 a 49 anos: o exame pode ser indicado de forma individualizada, mediante decisão compartilhada entre a paciente e o médico.
  • Mulheres de 50 a 74 anos: é recomendado o rastreamento a cada dois anos, mesmo na ausência de sintomas aparentes (ampliando o limite anterior que era de 69 anos).
  • Acima de 74 anos: a indicação passa a considerar a expectativa geral de vida e comorbidades associadas de cada paciente.
  • Casos de alto risco: mulheres com histórico familiar ou portadoras de síndromes genéticas associadas devem iniciar o monitoramento mais cedo, aos 30 anos (ou uma década antes do caso mais precoce na família), com exames anuais que combinam mamografia à ressonância magnética ou ultrassonografia.

Sinais de alerta: quando não esperar pelo exame de rotina

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama, do Ministério da Saúde, elenca manifestações clínicas que exigem avaliação médica urgente, sem a necessidade de aguardar o cronograma preventivo habitual:

  • Nódulos mamários em mulheres com mais de 50 anos ou que persistam por mais de um ciclo menstrual em maiores de 30 anos;
  • Alterações na consistência, como caroços endurecidos, fixos ou em progressivo crescimento em qualquer idade;
  • Secreção com sangue em apenas um dos mamilos, mudança no formato do mamilo e retração da pele da mama;
  • Lesão na pele do mamilo semelhante a alergia ou micose, que não melhora com pomadas comuns;
  • Surgimento de ínguas, nódulos ou aumento de linfonodos na axila, bem como aumento progressivo da mama e pele com aspecto de casca de laranja.
  • Nódulo palpável em apenas uma das mamas de homens com mais de 50 anos.

Nestes casos, Maria Luiza ressalta que é indicado procurar imediatamente uma avaliação médica. "Ao perceber esses sinais, é muito importante procurar um atendimento profissional o quanto antes. Nos casos em que há achados suspeitos, exames complementares, como a biópsia, podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico", finaliza.

A ampliação do acesso à informação e à rede de cuidado são pilares de atuação conjunta entre o Cartão de TODOS e o AmorSaúde, que disponibilizam infraestrutura de saúde primária para desmistificar barreiras e incentivar a prevenção contínua ao longo de todo o ano.

Sobre o Cartão de TODOS

O Cartão de TODOS é referência no mercado de cartões de descontos. Criado em 2001 por Altair Vilar, em Ipatinga (MG), a empresa oferece a intermediação de descontos entre os usuários do cartão e as empresas parceiras. A adesão ao Cartão de TODOS dá direito a descontos nas mais de 500 clínicas médico-odontológicas parceiras, permitindo o acesso da população à saúde primária de qualidade, além de oferecer descontos em atividades que englobam serviços voltados à educação e ao lazer e, ainda, a itens essenciais. A empresa atende, hoje, o equivalente a mais de 24 milhões de pessoas, e possui uma rede com mais de 5.000 estabelecimentos parceiros em todo o Brasil.

Sobre o AmorSaúde

O AmorSaúde é a maior rede de clínicas médico-odontológicas do Brasil, com mais de 500 unidades ativas em todo o território nacional. Fundada com a missão de oferecer saúde de qualidade a preços acessíveis, a rede realiza mais de 18 milhões de consultas por ano, mais de um milhão de procedimentos odontológicos e mais de 35 milhões de exames, em parceria com os maiores laboratórios do país. Com estrutura moderna, multicanalidade e foco em atendimento humanizado, a rede oferece consultas presenciais, telemedicina, exames laboratoriais e de imagem, odontologia e encaminhamento para cirurgias eletivas.

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