A EcoPay, empresa brasileira de infraestrutura para gestão e rastreabilidade de resíduos, estruturou o EcoScore, índice próprio que avalia a reputação ambiental de pessoas físicas e jurídicas em uma escala de 0 a 1.000. A pontuação é composta apenas por informações comprováveis, como notas fiscais de compras, Manifestos de Transporte de Resíduos (MTR) e Certificados de Destinação Final (CDF). Registros sem validação documental não somam pontos, e o resultado se converte em condições diferenciadas dentro do ecossistema da companhia.
De acordo com Breno Moutinho, CEO da EcoPay, a metodologia parte do histórico registrado, e não das intenções declaradas. "O EcoScore parte de uma premissa simples: reputação ambiental precisa ser construída com registros, não com discursos. Estruturamos o índice em uma escala de 0 a 1.000, que só considera o que pode ser comprovado por documento, como notas fiscais de compra, Manifestos de Transporte de Resíduos (MTR) e Certificados de Destinação Final (CDF). Cada registro validado soma histórico, e é esse histórico que forma a pontuação. Em vez de perguntar o que a pessoa ou a empresa pretende fazer, o EcoScore olha para o que ela efetivamente fez e consegue demonstrar", afirma.
Consumo comprovado na pessoa física
Para o consumidor, a avaliação se concentra nos hábitos de compra. As notas fiscais enviadas pelo aplicativo passam por uma leitura item a item, com identificação dos produtos conforme critérios de reciclabilidade e outras características ambientais.
"Na pessoa física, o EcoScore se baseia no comportamento de consumo. O usuário envia suas notas fiscais pelo aplicativo e identificamos os produtos adquiridos, cruzando cada item com uma base própria da EcoPay que mapeia marcas e tipos de produto de acordo com características ambientais, como reciclabilidade", explica o executivo.
Segundo Moutinho, a base é ampliada de forma contínua. "Quando um produto ainda não está na base, ele passa por verificação da nossa equipe; se confirmado, é incorporado e passa a valer para compras futuras de todos os usuários. Se não houver confirmação, aquela compra não gera pontuação. Com o tempo, a recorrência de escolhas comprovadas é o que eleva o índice", detalha.
Destinação e conformidade nas empresas
O recorte corporativo dialoga com um gargalo nacional. O Brasil gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2024, segundo levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Do volume coletado, 59,7% teve destinação ambientalmente adequada em aterros sanitários, e somente 8,7% do total gerado foi encaminhado à reciclagem.
Nas pessoas jurídicas, o EcoScore incorpora a destinação dos resíduos e a conformidade com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) e demais requisitos aplicáveis. A documentação é confrontada com o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), com o Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos (SIGOR), de São Paulo, e com o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SISEMA), por meio da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), em Minas Gerais.
"O MTR registra o transporte do material, o CDF comprova a destinação final e as notas fiscais completam o histórico. Esses documentos são confrontados com os sistemas oficiais de controle de resíduos, como o SINIR e os sistemas estaduais, para verificar se as informações são consistentes entre si. Um documento que não encontra correspondência não entra no cálculo", pontua o CEO.
Evidência no lugar de intenção
A exclusão de autodeclarações é o eixo da metodologia. "Porque existe uma diferença grande entre intenção e evidência. Metas, compromissos e autodeclarações têm seu valor, mas não medem comportamento. Se o índice aceitasse o que não pode ser verificado, ele passaria a medir a capacidade de comunicação de uma empresa, e não sua prática. Ao exigir comprovação, o EcoScore separa reputação ambiental de declaração de intenção: a pontuação reflete o que já aconteceu e pode ser rastreado. É também isso que torna o índice comparável e auditável ao longo do tempo", avalia Moutinho.
Histórico, previsibilidade e benefícios
A pontuação define as condições oferecidas no ecossistema. Consumidores recebem percentuais maiores de cashback nas compras identificadas, enquanto empresas obtêm compensações ambientais maiores e podem acessar crédito, com condições definidas pelo histórico registrado. Nos dois casos, os valores são utilizados em compras na EcoPay Shop. "A lógica é a da previsibilidade: um histórico documentado e recorrente mostra padrão de comportamento, e padrão reduz incerteza. É o mesmo raciocínio que o mercado financeiro aplica ao histórico de pagamentos, aplicado aqui ao histórico ambiental", compara.
Para o executivo, o desafio central é deixar claro o alcance do índice. "O EcoScore é um índice próprio da EcoPay. Ele utiliza documentos oficiais e os confronta com sistemas públicos de controle, mas não é uma certificação, um selo nem um reconhecimento emitido por órgãos públicos, e não substitui licenças ou obrigações legais. Por isso tratamos a transparência da metodologia como parte do produto: explicar quais registros entram, quais ficam de fora e por quê", ressalta.
A participação no EcoScore é gratuita, e a EcoPay não exige pagamentos nem recursos financeiros. O acesso ocorre exclusivamente pelo aplicativo oficial EcoPay, disponível na App Store e no Google Play.
Para mais informações, basta acessar: https://ecopay.digital
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