A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, na quarta-feira (30), a mudança do nome da atual Rua Dinamarca, em Jundiapeba, para Emídio Algarve, conhecido na comunidade como Biló.
Projeto presta homenagem póstuma a morador de Jundiapeba
A alteração está prevista no Projeto de Lei Ordinária nº 140/2026, de autoria do vereador Clodoaldo de Moraes (PL). A proposta busca preservar a memória de Emídio Algarve e reconhecer a atuação que ele teve junto aos moradores do distrito.
Segundo a justificativa apresentada ao Legislativo, Biló se tornou conhecido por sua participação na vida comunitária e pelo auxílio prestado a famílias em um período marcado por dificuldades de acesso a serviços de saúde.
Biló nasceu em Portugal e construiu história no distrito
Nascido em Portugal, Emídio Algarve estabeleceu vínculos com Jundiapeba e passou a ser lembrado por moradores pela atuação como benzedor e curador comunitário.
De acordo com o histórico apresentado no projeto, sua atuação ganhou relevância especialmente na região da antiga Olaria de Manoel Alves, em uma época em que trabalhadores e famílias tinham dificuldades para acessar atendimento médico.
Atuação comunitária marcou memória de moradores
A justificativa da homenagem destaca que Biló utilizava conhecimentos populares, práticas associadas à homeopatia e elementos de espiritualidade no atendimento às pessoas que o procuravam.
O reconhecimento aprovado pela Câmara tem caráter histórico e comunitário, preservando no espaço público a memória de uma figura ligada à formação social do bairro.
“Com este projeto, fazemos um reconhecimento de sua contribuição histórica, social e comunitária ao bairro Jundiapeba e ao município de Mogi das Cruzes, garantindo que a história continue a ser lembrada pelas futuras gerações”, afirmou Clodoaldo de Moraes.
Mudança substitui denominação da Rua Dinamarca
Com a aprovação do projeto, a atual Rua Dinamarca passará a levar o nome de Emídio Algarve. A alteração insere a trajetória de Biló na identificação oficial de uma via do próprio distrito onde ele desenvolveu sua atuação comunitária.
A homenagem póstuma reforça uma prática comum no município de denominar espaços públicos com nomes de pessoas que tiveram vínculos com a história e com a vida social das comunidades locais.