A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), em vigor desde março de 2026, passou a exigir que empresas brasileiras identifiquem, avaliem e gerenciem riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A medida amplia o escopo da norma, que anteriormente já abrangia riscos físicos, químicos e biológicos.
A mudança cria um ponto de inflexão para os departamentos de recursos humanos, que passam a tratar a saúde psicossocial como componente estratégico do negócio, segundo Sarita Vollnhofer, diretora de recursos humanos (CHRO) da Alice, plano de saúde para empresas que tem por missão tornar o mundo mais saudável.
A atualização da NR‑1, que protege a saúde mental do colaborador, determina que as organizações adotem metodologias adequadas à sua realidade para mapear os riscos, preservando a confidencialidade dos dados dos colaboradores. Em 2025, o Ministério da Previdência Social registrou mais de meio milhão de afastamentos por motivos de saúde mental, evidenciando o impacto concreto desses fatores na produtividade.
"Riscos psicossociais têm impacto direto em absenteísmo, presenteísmo, rotatividade, engajamento e na performance dos colaboradores. Quando tratamos esse tema como algo subjetivo ou secundário, estamos ignorando riscos operacionais reais, que afetam a sustentabilidade do negócio", afirma Satira Vollnhofer, CHRO da Alice.
Segundo a executiva, os fatores psicossociais podem impactar indicadores como absenteísmo, rotatividade, engajamento e desempenho. Nesse cenário, a gestão desses riscos passa a exigir não apenas diagnóstico, mas também acompanhamento contínuo e integração com indicadores organizacionais.
Além disso, a atuação das lideranças influencia diretamente a percepção dos colaboradores em relação ao cuidado com a saúde no trabalho, reforçando a importância de abordagens estruturadas e consistentes.
A CHRO conclui que a NR‑1 não se limita a uma obrigação regulatória, mas representa um convite à maturidade da gestão de pessoas no Brasil, ao transformar diagnósticos informais em análises robustas, reduzir vieses e engajar lideranças em decisões mais conscientes. "Quando o RH incorpora método, dados e visão de negócio, a saúde deixa de ser custo e passa a ser vantagem competitiva", finaliza Sarita.
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