O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes economizou R$ 1.676.326,90 em 2025 com a adesão ao mercado livre de energia. A redução representa 18,21% em comparação ao que seria pago no modelo tradicional, conhecido como mercado cativo.
A economia foi registrada em três unidades de alta tensão: a Estação de Captação no Rio Tietê, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Centro e a ETA Leste. No período, as contas somaram R$ 7.529.412,48 pelo mercado livre, enquanto no modelo cativo o valor estimado seria de R$ 9.205.739,38.
Segundo levantamento do Departamento Técnico da autarquia, a Estação de Captação gerou economia de R$ 905.283,59; a ETA Centro, R$ 408.720,98; e a ETA Leste, R$ 362.322,33.
No mercado livre de energia — também chamado de Ambiente de Contratação Livre (ACL) — empresas conectadas em média ou alta tensão podem negociar diretamente com geradoras, garantindo valores mais competitivos. Diferentemente do mercado cativo, nesse modelo os preços não são definidos exclusivamente pelas concessionárias locais com base nas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A expectativa do Semae é ampliar ainda mais a economia nos próximos anos, já que os contratos foram negociados a longo prazo e outras unidades operacionais deverão ser incluídas na modalidade.
Entre 2027 e 2029, a projeção é de economia total de R$ 7,763 milhões considerando a bandeira verde. Caso seja considerada a bandeira vermelha patamar 2 — cenário de geração mais cara no mercado cativo — a economia pode ultrapassar R$ 12 milhões.
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