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Captação de alunos vai além dos anúncios, diz especialista

Com mercado educacional mais competitivo, instituições precisam acompanhar toda a jornada até a matrícula e integrar marketing, atendimento e permanência

23/09/2026 19h49
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Divulgação Pipa Marketing
Divulgação Pipa Marketing

Atrair novos estudantes deixou de ser apenas uma questão de ampliar a presença nas redes sociais ou investir em anúncios. Em um cenário de maior competição por matrículas, o desafio é acompanhar a jornada do potencial aluno, do primeiro contato à assinatura do contrato, e identificar onde o interesse pode se perder.

Para Thales Sedenho, especialista em marketing digital e marketing educacional, a captação deve ser encarada como um sistema, e não como uma campanha isolada. Em seu conteúdo sobre marketing educacional, ele destaca características próprias do setor, como calendário de matrículas, decisão compartilhada e relacionamento contínuo.

A educação básica brasileira encerrou 2025 com 46 milhões de matrículas, segundo dados do Censo Escolar divulgados pelo Inep. A redução em relação ao ano anterior reforça a necessidade de as instituições trabalharem não apenas para atrair estudantes, mas também para entender os fatores que influenciam a permanência.

"Quando o mercado diminui, a instituição não pode simplesmente responder aumentando a verba de mídia. É preciso entender onde a matrícula está sendo perdida. Às vezes o anúncio está funcionando, mas o problema está na página, no atendimento, na visita ou no fechamento", explica Thales.

Do anúncio à matrícula: onde o aluno pode se perder

Segundo o especialista, uma estratégia eficiente de captação de alunos deve acompanhar etapas como geração de demanda, atração, conversão, atendimento, visita, negociação e matrícula.

A jornada começa com a geração de demanda qualificada, por meio de mídia paga e canais orgânicos, e passa pela conversão do interesse em contato. Páginas, formulários e informações claras ajudam nesse processo.

O atendimento também é decisivo. O tempo entre o preenchimento de um formulário e a primeira resposta pode influenciar a continuidade da jornada. Por isso, Thales defende que secretaria e equipe comercial façam parte da estratégia, com processos definidos e acompanhamento dos contatos.

"A instituição pode investir para gerar um lead, mas, se ele demora para ser atendido ou não recebe uma comunicação adequada, o investimento anterior perde valor. Por isso, não faz sentido olhar somente para o custo do anúncio", afirma.

Custo por lead não é custo por matrícula

Para Thales, é preciso substituir métricas isoladas por uma visão completa do processo. "Custo por lead é uma informação importante, mas não responde quanto a instituição gastou para colocar um aluno dentro da sala de aula. Para isso, é necessário acompanhar a origem do contato até a matrícula", explica.

Entre os indicadores estão custo por lead qualificado, custo por visita agendada, custo de aquisição por matrícula (CAC) e retorno por campanha. A integração entre mídia, CRM e sistema de matrícula ajuda a identificar quais canais contribuem para a conversão.

Um dos exemplos apresentados pelo especialista mostra uma campanha com 213 leads provenientes do Meta, a R$ 16,06 por lead, e 114 conversões pelo Google, a R$ 41,46 cada, além de CTR de 10,24% na busca. Os números são referentes à operação específica apresentada por Thales e não representam uma média do mercado.

Em outro case, uma campanha de Black Friday recebeu R$ 22.948,52 em mídia e gerou R$ 7 milhões em oportunidades, R$ 1,5 milhão em matrículas, 115 matrículas e ROAS de 65x. Segundo Thales, o resultado deve ser analisado considerando as diferentes etapas do funil.

Marketing educacional vai além da captação

A matrícula não representa o fim da jornada. O relacionamento continua durante todo o período de permanência do aluno.

No ensino superior, dados do Mapa do Ensino Superior no Brasil, produzido pelo Semesp, mostram a dimensão do mercado privado e os desafios relacionados à permanência. O levantamento aponta que a rede privada concentra a maior parte das matrículas do ensino superior brasileiro, enquanto a educação a distância representa uma parcela significativa desse mercado.

Para Thales, captação e permanência precisam ser analisadas em conjunto. "Não adianta comemorar uma campanha de captação se, no final, a instituição está apenas substituindo os alunos que perdeu. A permanência também precisa fazer parte da estratégia de crescimento", afirma.

No conteúdo sobre marketing educacional, o especialista organiza essa atuação em frentes como diagnóstico, estrutura, geração de demanda e permanência. A proposta é identificar o gargalo antes de definir ferramentas e investimentos.

A mudança no comportamento de busca

O comportamento do consumidor também altera a forma como as instituições trabalham sua presença digital. Segundo dados reunidos por Thales, uma parcela significativa das buscas no Google termina sem que o usuário clique em um dos resultados apresentados.

Parte da decisão acontece antes mesmo do acesso ao site da instituição. Conteúdo, reputação, informações disponíveis nos buscadores e presença orgânica passam a complementar o investimento em mídia paga.

"Anúncio abre a porta, mas a família também pesquisa o nome da instituição, procura avaliações, conversa com outras famílias e compara informações. O marketing educacional precisa considerar essa jornada inteira", explica Thales.

Nesse cenário, estratégias de SEO e GEO (Generative Engine Optimization) ajudam as marcas a estruturar sua presença nos mecanismos de busca tradicionais e nas novas experiências de pesquisa baseadas em inteligência artificial.

Estratégia começa antes da campanha

Para o especialista, o marketing educacional precisa ir além da produção de campanhas e peças publicitárias. A estratégia começa pelo diagnóstico: quantos contatos entram, quantos são qualificados, recebem atendimento, agendam uma visita, comparecem, recebem propostas e, finalmente, se matriculam.

A partir desses dados, a instituição consegue identificar se precisa melhorar a mídia, a página, o atendimento, o processo comercial ou a estratégia de permanência.

"Antes de colocar mais dinheiro na campanha, é preciso descobrir onde o funil está vazando. Caso contrário, você pode simplesmente colocar mais pessoas dentro de um processo que já não está convertendo bem", conclui Thales.

Serviço

PIPA Marketing

Estratégias digitais, SEO, mídia paga e marketing
Site: www.pipamarketing.com.br
Conteúdos e artigos: www.thalessedenho.com.br

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