A Baterias Moura foi vencedora do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI) na categoria Recursos Renováveis Grande Empresa. A companhia sagrou-se campeã com uma iniciativa que une quatro décadas de logística reversa a um dos projetos industriais mais robustos já realizados no Nordeste, o Programa Ambiental Moura (PAM) e a Unidade de Reciclagem e Metais, respectivamente.
O anúncio dos vencedores ocorreu no fim de março, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, no WTC Events Center, em São Paulo. Ao todo, 59 finalistas de 17 estados foram selecionados entre empresas, ecossistemas e pesquisadores. O PNI é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com correalização do SESI, SENAI, IEL e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Nesta edição, a metodologia foi reformulada para avaliar projetos pela efetividade no mercado, com foco em resultados mensuráveis e impacto positivo na sociedade.
Referência internacional
A vitória da Moura deve-se à maturidade de um ecossistema de economia circular construído desde os anos 1980, quando a empresa criou o PAM, que orienta a logística reversa de baterias de chumbo-ácido na organização, muito antes de o conceito de circularidade ganhar relevância global. Hoje, o programa garante a destinação ambientalmente correta de 100% das baterias Moura comercializadas no mercado nacional, por meio de uma rede de 55 mil revendas no território brasileiro.
A evolução natural desse modelo culminou, em junho de 2025, na inauguração da Unidade de Reciclagem e Metais, em Belo Jardim (PE), o maior investimento da história do Grupo Moura, no valor de R$ 850 milhões. A planta tem capacidade para reciclar 200 mil toneladas de baterias inservíveis por ano e é a primeira do Brasil a operar sob padrões da Indústria 4.0 aplicados à reciclagem de baterias, com monitoramento ambiental em tempo real, inteligência digital em cada etapa do processo, tecnologias para reaproveitar 40 milhões de litros de água pluvial e matriz energética 100% renovável, em parceria com a Casa dos Ventos.
O impacto ultrapassa a operação industrial. O modelo de circularidade da Moura tornou-se referência em fóruns internacionais como o Battery Council International (BCI) e a International Lead Association (ILA), além de ser reconhecido pelo Banco do Nordeste como um dos projetos mais inovadores da região, integrando o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE). Todo o sistema de Economia Circular da Moura é certificado pelos padrões ISO 9001, 14001, 45001 e IATF 16949. Nenhum outro player do setor de baterias no Brasil opera com um ecossistema tão completo, monitorado e rastreável.
A vitória no PNI confirma a tese que orienta o Grupo Moura, de que sustentabilidade é eixo estratégico do negócio ao transformar o que era passivo ambiental em vantagem competitiva.
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