Relatos de pessoas transplantadas e de uma familiar que autorizou a doação de órgãos marcaram uma oficina de arteterapia realizada nesta quinta-feira (24), em Guarulhos. A atividade integrou as ações do Setembro Verde, campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.
O encontro foi promovido pela Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão e reuniu participantes com deficiência visual na sede do órgão, no bairro Macedo.
Atividade reuniu transplantados e familiar de doadora
Durante a oficina, dois participantes cegos que passaram por transplantes e uma mulher que autorizou a doação dos órgãos da filha compartilharam suas experiências.
Como parte da atividade de arteterapia, o grupo utilizou massa de modelar, moldes e outros materiais para representar órgãos do corpo humano.
A programação foi acompanhada pela subsecretária de Acessibilidade e Inclusão, Mayara Maia.
Transplante mudou rotina após anos de hemodiálise
A vendedora autônoma Juliane Almeida Tavares, de 34 anos, contou que foi diagnosticada com diabetes ainda na infância e perdeu a visão ao longo dos anos. Posteriormente, também apresentou comprometimento renal e precisou passar por hemodiálise.
Após receber um rim e um pâncreas de um doador, em uma cirurgia que durou cerca de 12 horas, Juliane deixou de realizar hemodiálise. Segundo o relato apresentado durante a atividade, o transplante também modificou significativamente o tratamento que mantinha para o diabetes.
Durante a oficina, ela destacou a importância da doação para pessoas que aguardam um órgão compatível.
Estudante também relatou experiência com transplante
O estudante de Direito e massoterapeuta Matheus Ferreira dos Santos Ribeiro, de 27 anos, também compartilhou sua história durante o encontro.
Ele convive com diabetes desde a infância e relatou que perdeu a visão e apresentou comprometimento renal. Antes do transplante de rim e pâncreas, fazia três sessões semanais de hemodiálise, com quatro horas de duração cada.
Matheus lembrou ainda o momento em que recebeu a confirmação da existência de órgãos compatíveis para a cirurgia e afirmou ter pensado também na família do doador.
Mãe relata decisão de doar órgãos da filha
A oficina também contou com a participação de Zilma Dias de Oliveira da Silva, de 62 anos, que tem baixa visão e é atendida pela Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão.
Há pouco mais de um ano, ela perdeu a filha, de 35 anos, e autorizou a doação de seus órgãos.
Durante o encontro, Zilma relatou que a possibilidade de outras pessoas serem beneficiadas pelos transplantes ajudou a dar um novo significado à decisão tomada pela família.
Dia Nacional da Doação de Órgãos será neste domingo
A atividade antecedeu o Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro. A data integra as ações do Setembro Verde, período dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.
A Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão é vinculada à Secretaria de Direitos Humanos de Guarulhos.