Itaquaquecetuba Indicador
Itaquá alcançou nível A em indicador nacional de gestão de riscos
Município atende atualmente 18 das 20 variáveis da avaliação federal
02/10/2026 15h04
Por: Redação
Defesa Civil - PMI

Itaquaquecetuba alcançou a faixa A no Indicador de Capacidade Municipal (ICM), instrumento do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional que avalia a estrutura dos municípios para prevenção, preparação e resposta a situações de risco e desastre.

Na avaliação federal mais recente, a cidade passou a atender 18 das 20 variáveis consideradas pelo indicador. O resultado representou uma evolução em relação às classificações anteriores, já que Itaquá havia passado da faixa C para B antes de chegar ao nível A.

Indicador avalia planejamento, estrutura e capacidade de resposta

O ICM analisa a capacidade dos municípios de prevenir, mitigar, preparar-se, responder e se recuperar diante de situações de risco.

A avaliação reúne 20 variáveis distribuídas em três dimensões: instrumentos de planejamento e gestão; coordenação intersetorial e capacidades; e políticas, programas e ações.

Entre os critérios avaliados estão a existência de Plano Municipal de Redução de Riscos, mapeamento de áreas vulneráveis, planos de contingência, estrutura da Defesa Civil, previsão orçamentária, capacitação de equipes, núcleos comunitários, ações preventivas e sistemas de monitoramento e alerta.

A metodologia também leva em consideração o porte e o perfil de risco de cada município. Por isso, a classificação depende não apenas da quantidade de instrumentos disponíveis, mas também de sua distribuição entre as áreas analisadas.

Itaquá atingiu 18 dos 20 critérios avaliados

Na avaliação mais recente, Itaquaquecetuba alcançou sete dos oito itens relacionados a planejamento e gestão, seis dos sete de coordenação intersetorial e capacidades e todos os cinco itens de políticas, programas e ações.

Com isso, o município somou 18 das 20 variáveis atendidas e passou a integrar a faixa A do indicador.

“Alcançar a faixa A demonstra que a gestão de riscos precisa ser tratada como uma política permanente”, afirmou o subsecretário de Defesa Civil, Anderson Marchiori.

Plano de redução de riscos foi concluído em 2025

Entre os instrumentos considerados na estrutura municipal está o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), concluído em 2025 em parceria com a Unicamp e o Ministério das Cidades.

O documento identificou áreas sujeitas a inundações, enchentes, alagamentos, solapamento de margens e deslizamentos e estabeleceu propostas de medidas para redução desses riscos.

Capacitação envolveu voluntários e equipes da Defesa Civil

A preparação também incluiu ações de formação. Em dezembro de 2025, 30 voluntários do Núcleo de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC) concluíram 80 horas de capacitação para atuação em prevenção e situações de emergência.

Ao longo de 2026, agentes da Defesa Civil também participaram de treinamentos voltados ao resgate em ambientes confinados, combate a incêndios em áreas de vegetação e operações com botes durante enchentes e inundações.

Centro de Operações mantém monitoramento contínuo

O Centro de Operações de Emergências passou por modernização e atualmente mantém acompanhamento de ocorrências e condições relacionadas a chuvas intensas, enchentes, alagamentos, estiagem, queimadas e ventos fortes.

A estrutura reúne informações para apoiar a tomada de decisões, o acionamento de equipes e a articulação entre os diferentes órgãos envolvidos nas ocorrências.

O município também mantém planos de contingência específicos para períodos e situações de maior risco, com definição de procedimentos e responsabilidades entre os setores públicos.

Classificação não elimina riscos de desastres

A faixa A não significa que Itaquaquecetuba esteja livre de enchentes, deslizamentos ou outras situações de emergência.

O indicador mede o grau de estruturação do município para identificar vulnerabilidades, planejar ações, preparar equipes e organizar respostas diante desses eventos.

Assim, a evolução de C para B e, posteriormente, para A representa o avanço da estrutura municipal de proteção e defesa civil, enquanto o desafio permanece na atualização dos instrumentos, na qualificação das equipes, no monitoramento e na execução das medidas de prevenção.