A revitalização da Praça Ernestina Maria de Jesus Bianchi, no entorno da Capela Nossa Senhora da Piedade, conhecida como Igreja do Baruel, completou sete anos neste domingo (27), em Suzano. O aniversário coincidiu com a 110ª edição da tradicional Festa do Baruel, realizada durante o fim de semana.
A comunidade também celebra neste período um ano do tombamento da igreja, uma das referências históricas, culturais e religiosas do município. A medida foi oficializada por decreto assinado pelo prefeito Pedro Ishi em 28 de setembro de 2025, após decisão do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac).
Praça do Baruel recebeu investimento de R$ 1,3 milhão
A revitalização da Praça Ernestina Maria de Jesus Bianchi recebeu investimento de R$ 1.337.631,99 e foi concluída em 2019.
As intervenções incluíram pavimentação com bloquetes, reforço da sinalização de trânsito, construção de estacionamento e de área destinada a eventos, nova iluminação pública e serviços de paisagismo.
O projeto também contemplou a pintura das fachadas de imóveis da região, contribuindo para modificar o conjunto visual do entorno da igreja.
Igreja do Baruel preserva séculos da história de Suzano
O tombamento da Igreja do Baruel levou em consideração aspectos históricos, arquitetônicos e culturais da construção, além de elementos materiais e imateriais ligados à comunidade.
Entre os bens e referências associados ao local estão o altar barroco, o memorial do antigo cemitério, a capelinha de mão e tradições comunitárias preservadas ao longo das gerações, incluindo a tradicional macarronada com frango.
A região do Baruel está relacionada à ocupação do território desde o século XVII e remonta ao período anterior à chegada da estrada de ferro, que posteriormente teve papel importante no desenvolvimento de Suzano.
Pesquisas apontam origem da capela no século XVII
Estudos conduzidos pelo Compac durante o processo de preservação recuperaram informações sobre a formação da comunidade e a origem da primeira igreja construída no local.
Segundo as evidências históricas analisadas pelo conselho, a primeira capela, construída em taipa, teria surgido em um período marcado pela atividade de mineração. Há registros históricos relacionados à possível descoberta de ouro de aluvião nas proximidades da região que atualmente corresponde ao Baruel.
Com a concentração de moradores e mineradores, surgiu a necessidade de um espaço destinado às práticas religiosas da comunidade, contexto em que a capela teria sido instalada.
Suzano amplia lista de bens protegidos
A Igreja do Baruel integra um conjunto de referências que passaram por processos de preservação do patrimônio cultural de Suzano nos últimos anos.
Entre os bens reconhecidos estão a Academia Terazaki, o Conjunto Histórico da Fazenda Sertão, em Palmeiras, e o primeiro Paço Municipal, na região central, prédio onde atualmente funciona uma unidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O município também reconheceu o Yakisoba de Suzano como patrimônio cultural imaterial, incorporando uma tradição gastronômica à política local de preservação da memória.
Baruel mantém relação com identidade cultural da cidade
O prefeito Pedro Ishi destacou a importância da comunidade e das iniciativas realizadas para preservar a região.
“A comunidade do Baruel está integrada à história de Suzano. Por isso, temos uma grande satisfação em contribuir com a valorização da praça e da igreja a partir do trabalho que proporcionou revitalização da estrutura e reconhecimento de sua importância para a cidade”, afirmou.
Com sete anos da revitalização da praça e um ano do tombamento da igreja, o conjunto do Baruel permanece como uma das referências para compreender a formação histórica de Suzano e a preservação das tradições mantidas pela comunidade.