Mogi das Cruzes Alerta
Alzheimer: sinais de alerta e atendimento em Mogi
Mudanças na memória e autonomia podem exigir avaliação médica
22/09/2026 14h03
Por: Redação
Saúde e Bem-Estar - PMMC

O Dia Mundial da Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, reforçou em Mogi das Cruzes a importância de observar alterações progressivas na memória, no comportamento e na autonomia, principalmente quando essas mudanças começam a interferir nas atividades cotidianas.

Familiares e cuidadores devem ficar atentos não apenas aos esquecimentos, mas também a dificuldades de comunicação, orientação, concentração e realização de tarefas que antes faziam parte da rotina da pessoa.

Quais sinais podem indicar necessidade de avaliação

Entre os sinais que merecem atenção estão esquecimentos frequentes de acontecimentos recentes e a repetição constante das mesmas perguntas ou informações.

Dificuldade para encontrar palavras, acompanhar conversas, resolver problemas ou realizar atividades anteriormente executadas com facilidade também pode indicar a necessidade de uma avaliação profissional.

Alterações comportamentais, como irritabilidade, apatia, isolamento social, desconfiança ou mudanças de personalidade, também podem surgir.

“É importante observar quando existe uma mudança em relação ao funcionamento habitual da pessoa e se essa alteração está evoluindo e interferindo na rotina. Um esquecimento isolado não significa necessariamente Alzheimer, mas mudanças progressivas merecem avaliação”, explica Natali Forte, médica da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar e pós-graduada em Psiquiatria.

Nem todo esquecimento significa Alzheimer

Algumas alterações de memória podem ocorrer durante o envelhecimento e, isoladamente, não representam necessariamente um quadro de demência. Esquecer ocasionalmente o nome de alguém ou onde um objeto foi colocado, por exemplo, pode acontecer.

O alerta aumenta quando os episódios se tornam frequentes ou progressivos. Repetir perguntas diversas vezes, esquecer informações importantes, perder-se em locais conhecidos ou apresentar dificuldade crescente para tarefas que antes eram realizadas de forma independente são situações que justificam investigação.

Doença também pode afetar linguagem e orientação

O Alzheimer não compromete apenas a memória. Outras funções cognitivas também podem ser afetadas, incluindo linguagem, atenção, concentração, capacidade de resolver problemas e orientação no tempo e no espaço.

A redução progressiva da autonomia é outro sinal importante. A pessoa pode começar a ter dificuldade para organizar compromissos, administrar dinheiro, utilizar aparelhos domésticos ou executar tarefas rotineiras.

UBSs e USFs são porta de entrada em Mogi

Moradores de Mogi das Cruzes que identificarem mudanças desse tipo podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de casa.

A Atenção Primária é responsável pela avaliação inicial, identificação das alterações cognitivas e organização do acompanhamento do paciente na rede pública.

Durante a consulta, a equipe considera o histórico da pessoa, as mudanças percebidas pelo próprio paciente e pelos familiares, os medicamentos em uso, outras condições de saúde e os impactos dos sintomas sobre as atividades diárias.

Investigação considera outras possíveis causas

Dependendo da situação, podem ser aplicados instrumentos de rastreamento cognitivo e solicitados exames ou avaliações complementares.

A investigação também procura descartar outras condições capazes de interferir na memória e na cognição, como alterações metabólicas e nutricionais, efeitos de medicamentos, infecções, transtornos de humor e outros problemas de saúde.

Após essa etapa, o acompanhamento pode continuar na própria Atenção Primária ou, quando necessário, o paciente pode ser encaminhado para avaliação especializada.

“O diagnóstico não é feito apenas por meio de um teste de memória. É uma avaliação clínica que considera o conjunto dos sintomas, a evolução do quadro e os resultados da investigação. Por isso, procurar atendimento é importante para entender o que está acontecendo e iniciar o cuidado adequado”, afirma Natali Forte.

Hábitos saudáveis ajudam a reduzir riscos

Não existe uma medida capaz de impedir todos os casos de demência ou garantir que uma pessoa não desenvolverá Alzheimer. No entanto, alguns hábitos ao longo da vida podem contribuir para reduzir o risco de declínio cognitivo.

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Não fumar;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Manter alimentação equilibrada;
  • Controlar o peso corporal;
  • Manter hipertensão, diabetes e colesterol sob controle;
  • Preservar a convivência e a participação social;
  • Estimular atividades cognitivas;
  • Cuidar da saúde auditiva e visual.

Como procurar atendimento

Quem perceber alterações persistentes ou progressivas na memória, comportamento ou autonomia deve procurar uma UBS ou USF para avaliação.

Para agendar consulta na rede municipal de saúde de Mogi das Cruzes, o atendimento é feito pelo telefone 160, número oficial do Sistema Integrado de Saúde (SIS).