A rede pública de saúde mental de Mogi das Cruzes registrou mais de 48 mil atendimentos e participações em ações voltadas ao cuidado psicológico e psicossocial entre janeiro e agosto de 2026. Os números, divulgados durante o Setembro Amarelo, incluem serviços prestados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), atendimento remoto, oficinas terapêuticas e acompanhamento especializado.
Entre os principais registros do período estão 8.482 atendimentos de Psicologia nas UBSs, 10.161 atendimentos por Teleatendimento em Psicologia, 6.059 participações em oficinas terapêuticas e 23.215 atendimentos individuais realizados nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e no Centro de Saúde Mental.
Os serviços integram a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do município, responsável por oferecer desde o primeiro acolhimento na Atenção Primária até acompanhamento especializado para diferentes situações relacionadas à saúde mental.
Protocolo organiza atendimento nas unidades de saúde
Desde junho, a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar utiliza um Protocolo de Qualificação do Acolhimento, Classificação de Risco e Encaminhamentos em Saúde Mental nas UBSs e Unidades de Saúde da Família (USFs).
A medida estabelece critérios para o atendimento de pessoas com 18 anos ou mais em sofrimento psíquico. A proposta é permitir que os profissionais façam uma escuta qualificada, avaliem cada situação e indiquem o serviço mais adequado dentro da rede municipal.
“Setembro Amarelo é um momento importante para reforçarmos uma mensagem que precisa estar presente durante todo o ano: falar sobre saúde mental, acolher e procurar ajuda. Os números mostram que existe uma rede ativa e diversificada e o protocolo vem para qualificar ainda mais esse cuidado, garantindo que cada pessoa seja direcionada para o atendimento mais adequado à sua necessidade”, afirma a secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi.
Atendimento pode começar diretamente na UBS ou USF
Pessoas com 18 anos ou mais que estejam enfrentando sofrimento psíquico podem procurar diretamente a UBS ou USF mais próxima para solicitar acolhimento. Segundo a administração municipal, não é necessário ter uma consulta previamente agendada.
Após a escuta inicial, a equipe avalia o caso e utiliza instrumentos reconhecidos pelo Ministério da Saúde para auxiliar na classificação de risco e definir os próximos passos.
Situações consideradas leves podem receber acompanhamento na própria unidade. Quando existe necessidade de atendimento especializado, o paciente pode ser encaminhado para serviços de Psicologia nas UBSs, Teleatendimento em Psicologia, Centro de Convivência e Cooperativa (CECCO), CAPS ou outros equipamentos da Rede de Atenção Psicossocial.
Nos casos de urgência, como crises psiquiátricas ou situações de risco iminente, o direcionamento é feito para os serviços de urgência e emergência. O acompanhamento pela rede de saúde mental pode continuar após o atendimento emergencial.
Rede reúne atendimento individual, grupos e oficinas
Além dos atendimentos psicológicos presenciais e por teleatendimento, a Atenção Primária registrou 6.059 participações em oficinas terapêuticas entre janeiro e agosto.
No mesmo período, foram contabilizados 773 atendimentos envolvendo práticas corporais, atividades físicas em grupo e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), além de 469 atendimentos em psicoterapia de grupo.
Outros 319 atendimentos foram realizados por profissionais de nível superior da equipe multiprofissional do CECCO.
CAPS e Centro de Saúde Mental concentram atendimento especializado
Na Atenção Especializada, a rede contabilizou 23.215 atendimentos individuais nos CAPS e no Centro de Saúde Mental. Também foram registrados 1.717 atendimentos em grupo, além de 10.228 participações em atividades coletivas realizadas nos CAPS.
Os serviços especializados somaram ainda 272 atendimentos familiares e 1.409 acolhimentos iniciais. Considerando somente os CAPS, foram realizados 6.492 atendimentos individuais entre janeiro e agosto.
Integração entre serviços busca ampliar continuidade do cuidado
O trabalho de matriciamento, utilizado para aproximar as equipes da Atenção Primária dos serviços especializados, registrou 303 atendimentos individuais, 153 discussões em grupo e 180 reuniões no período.
Também foram contabilizados 3.398 atendimentos médicos relacionados à saúde mental realizados nas UBSs.
Equipes recebem capacitação para novo protocolo
Para apoiar a aplicação do protocolo de acolhimento e classificação de risco, a Secretaria de Saúde e Bem-Estar produziu vídeos educativos destinados à capacitação permanente dos profissionais da rede.
O material apresenta orientações sobre os instrumentos utilizados, critérios para classificação de risco e os fluxos de encaminhamento. Treinamentos presenciais também são realizados para auxiliar as unidades na incorporação dos procedimentos ao atendimento diário.
Saiba quais serviços integram a rede de saúde mental
A estrutura de saúde mental de Mogi das Cruzes conta com CAPS II, destinado ao público adulto, CAPS AD, voltado a pessoas com demandas relacionadas ao uso de álcool e outras drogas, e CAPSi, especializado no atendimento de crianças e adolescentes.
O município também mantém o Centro de Saúde Mental, o Centro de Convivência e Cooperativa (CECCO), que oferece atividades de convivência e integração social, além de Residência Terapêutica destinada a pessoas com transtorno mental grave que não possuem suporte familiar e renda.