O Smart Mogi completou um ano de funcionamento na última sexta-feira (18) com 181 prisões de pessoas procuradas pela Justiça registradas no período, segundo balanço divulgado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes.
O programa municipal de monitoramento por câmeras foi lançado em 18 de setembro de 2025 e conta atualmente com 730 equipamentos instalados em diferentes pontos da cidade. Desse total, 260 câmeras possuem tecnologia de reconhecimento facial, enquanto as demais são utilizadas para leitura de placas de veículos e monitoramento de áreas públicas.
Tecnologia auxilia identificação de procurados
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança, o sistema é utilizado para auxiliar as equipes da Guarda Civil Municipal na identificação de pessoas procuradas pela Justiça, além de apoiar investigações e ações de prevenção.
“O programa Smart Mogi é uma ferramenta importante de tecnologia para a segurança de Mogi das Cruzes, que amplia os olhos da Guarda Civil Municipal, além de contar com as câmeras com identificação facial e de leitura de placas, que alertam sempre que há flagrante. O sistema auxilia tanto na captura de procurados pela Justiça, quanto na investigação de crimes e na prevenção à violência”, afirmou o secretário municipal de Segurança, Gilberto Ito.
O Smart Mogi está integrado ao banco de dados do programa Muralha Paulista, da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.
De acordo com a Prefeitura, as câmeras realizam a leitura facial e confrontam os dados captados com informações disponíveis no sistema estadual. Quando ocorre uma possível identificação de pessoa procurada pela Justiça, um alerta é enviado ao Centro de Operações Integradas (COI).
No COI, os agentes fazem a conferência da imagem captada com a fotografia existente no banco de dados. Após a confirmação, uma equipe da Guarda Civil Municipal é acionada para verificar a ocorrência no local indicado pelo sistema.
Prisões envolveram diferentes tipos de mandados
Segundo o levantamento da Secretaria Municipal de Segurança, as 181 prisões registradas ao longo do primeiro ano envolveram pessoas procuradas em processos relacionados a diferentes tipos de ocorrências.
Entre os registros citados pela administração municipal estão tráfico de entorpecentes, furto, roubo, lesão corporal, estelionato, estupro de vulnerável, homicídio, receptação, associação criminosa, uso de documento falso, importunação sexual e violência psicológica contra a mulher.
Também houve cumprimento de mandados relacionados à falta de pagamento de pensão alimentícia, abandono material, moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo.
“Muitos dos procurados pela Justiça que foram capturados pelo programa Smart Mogi não cometeram os crimes na cidade. Isso é importante porque evita que estas pessoas circulem Mogi das Cruzes, ao mesmo tempo em que dá mais tranquilidade para as famílias mogianas”, declarou Gilberto Ito.
Dezembro teve maior número de prisões
O mês com maior número de prisões no período analisado foi dezembro de 2025, com 25 ocorrências, conforme o balanço municipal.
Na sequência apareceram novembro de 2025, com 21 registros, e agosto de 2026, com 20 prisões relacionadas às identificações realizadas pelo sistema.
Atendimento da Guarda Civil Municipal
A Guarda Civil Municipal de Mogi das Cruzes atende pelo telefone 153, por meio do Centro de Operações Integradas. O serviço funciona 24 horas por dia.