Itaquaquecetuba registrou na quarta-feira (16) redução dos níveis de água em áreas atingidas pelas chuvas, enquanto a força-tarefa municipal chegou ao quinto dia consecutivo de atuação. Apesar da melhora observada em alguns pontos, equipes da Defesa Civil permaneceram em campo para monitorar regiões onde o escoamento ocorria de maneira mais lenta.
Entre as áreas que continuavam exigindo atenção estavam Maria Augusta, Vila Japão, Vila Sônia e Jardim Fiorelo. O acompanhamento foi mantido porque a velocidade de recuo da água variava conforme as condições de drenagem e a vazão dos cursos d'água.
Nível da água recuou até 30 centímetros em alguns pontos
Segundo a Defesa Civil, em determinadas localidades a lâmina d'água apresentou redução de cerca de 10 centímetros. Em outros pontos, o recuo variou entre 20 e 30 centímetros por período de acompanhamento.
A diferença entre as regiões levou as equipes a manterem o monitoramento contínuo, já que as condições de escoamento não eram uniformes em toda a cidade.
Famílias continuaram recebendo assistência
Além de acompanhar a redução dos alagamentos, agentes realizaram vistorias e prestaram atendimento aos moradores que permaneciam nas áreas atingidas.
Equipes também acessaram locais com maior dificuldade de circulação para entregar água potável, refeições prontas e outros itens considerados necessários às famílias afetadas.
O prefeito Eduardo Boigues afirmou que o recuo da água representava uma melhora no cenário, mas não encerrava a operação.
“A redução dos níveis de água é uma sinalização positiva, mas não significa que o trabalho terminou. Enquanto houver moradores afetados e pontos que exigem acompanhamento, nossas equipes permanecerão em campo, avaliando cada situação e levando assistência para quem precisa”, afirmou.
Trânsito apresentou melhora em parte da cidade
As condições de circulação também apresentaram melhora na atualização feita na quarta-feira. Segundo o município, grande parte das vias registrava boa fluidez.
Alguns acessos e pontos de ligação com a malha urbana, porém, ainda apresentavam retenções ou exigiam atenção devido aos efeitos das chuvas.
O secretário de Mobilidade Urbana, Rosinaldo Castro, orientou os motoristas a utilizarem preferencialmente os trechos com melhores condições de circulação.
“Com a melhora gradual das condições, a recomendação é que os motoristas priorizem os trechos com boa fluidez e evitem os pontos onde ainda há retenção. Isso também facilita a circulação das equipes que estão atuando nas áreas afetadas”, explicou.
Regiões próximas ao Tietê continuaram sob avaliação
Nas proximidades do rio Tietê, do Parque Ecológico Mário do Canto e das áreas de várzea, as condições de trânsito continuaram sendo avaliadas em conjunto com a evolução dos alagamentos.
Esse acompanhamento permitiu ajustar os deslocamentos das equipes e das viaturas conforme as necessidades identificadas em cada região.
Centro de Operações reuniu informações das equipes
O Centro de Operações de Emergências (COE) permaneceu responsável pela consolidação das informações enviadas pelas equipes em campo e pelo acompanhamento das condições viárias.
Segundo o subsecretário de Defesa Civil, Anderson Marchiori, as condições poderiam variar rapidamente de acordo com o comportamento da água em cada local.
“O cenário muda de acordo com o comportamento da água e as condições de cada região. Por isso o acompanhamento em tempo real é fundamental para direcionar os recursos aos locais que mais precisam”, afirmou.
Regiões que exigiam maior atenção
- Maria Augusta;
- Vila Japão;
- Vila Sônia;
- Jardim Fiorelo;
- Áreas próximas ao rio Tietê;
- Regiões de várzea e entorno do Parque Ecológico Mário do Canto.
O balanço divulgado pelo município indicou melhora gradual das condições, mas mostrou que parte das regiões atingidas ainda exigia monitoramento, assistência às famílias e acompanhamento das condições de circulação.