Servidores da Rede Municipal de Saúde de Arujá participaram, na sexta-feira (11), de uma formação voltada ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. A capacitação foi promovida pelo Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção Social de Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência (Cogescol), na Casa dos Conselhos.
A atividade reuniu profissionais de diferentes serviços da rede municipal e teve como foco o aprimoramento dos procedimentos adotados diante de situações de violência envolvendo o público infantojuvenil.
Profissionais de diferentes unidades participaram
A capacitação contou com servidores das Unidades de Saúde da Família e das UBSs Central, Fazenda Rincão, Nova Arujá e Jardim Pilar.
Também participaram profissionais do Centro de Especialidades, do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), do CEM, do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e de outros setores vinculados à Secretaria Municipal de Saúde.
Treinamento tratou de protocolos de proteção
Segundo a coordenadora do Cogescol, Givânia Silva, a formação buscou orientar e fortalecer a atuação dos profissionais diante de casos que envolvam revelação espontânea de violência, escuta especializada e encaminhamento pela rede municipal.
Outro ponto trabalhado foi o Fluxo Integrado Municipal, instrumento utilizado para organizar o atendimento e a comunicação entre os diferentes serviços responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes.
Unidades receberam materiais de orientação
Durante a atividade, cada unidade de saúde recebeu um exemplar do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma cópia do Fluxo Integrado Municipal e o material Orientações Técnicas sobre a Escuta Especializada, elaborado pelo Conselho Nacional do Ministério Público.
Os documentos servirão como apoio aos profissionais no atendimento e no encaminhamento de situações em que crianças ou adolescentes relatem ou apresentem indícios de violência.
Atuação integrada busca reduzir novos danos às vítimas
A formação também reforçou a importância da atuação articulada entre Saúde, Assistência Social, Educação e demais integrantes da rede de proteção.
A adoção de procedimentos padronizados busca dar mais segurança ao atendimento, facilitar os encaminhamentos e evitar que crianças e adolescentes sejam submetidos desnecessariamente à repetição de relatos sobre situações de violência.
A iniciativa integra as ações municipais de prevenção e enfrentamento às diferentes formas de violência contra crianças e adolescentes e de fortalecimento da rede responsável pela garantia de direitos desse público.