Mogi das Cruzes Verbas
Ampliação da autonomia de APMs no uso de recursos
Verbas poderão financiar projetos, tecnologia e ações culturais
27/08/2026 13h25
Por: Redação
A CÂMARA

As Associações de Pais e Mestres (APMs) da rede municipal de ensino de Mogi das Cruzes poderão ter maior autonomia para utilizar recursos do Programa de Transferência de Recursos Financeiros (PTRF). A Câmara Municipal aprovou, na quarta-feira (26 de agosto), uma alteração na legislação que amplia as possibilidades de aplicação das verbas destinadas às unidades escolares.

A mudança consta do Projeto de Lei Ordinária nº 109/2025, de autoria da vereadora Malu Fernandes, aprovado com duas emendas apresentadas pela Comissão Permanente de Justiça e Redação da Câmara.

O texto acrescenta quatro incisos ao artigo 3º da Lei Municipal nº 5.837/2005. Até então, conforme a justificativa da proposta, a utilização dos recursos do PTRF pelas associações estava concentrada principalmente em pequenos reparos e serviços de conservação das escolas.

APMs ganham novas possibilidades para aplicar as verbas

Com a alteração aprovada pelos vereadores, os recursos poderão ser utilizados também em atividades educacionais e culturais, projetos pedagógicos e ações destinadas à adoção de tecnologias no ambiente escolar.

A nova redação também prevê a possibilidade de subsidiar iniciativas educacionais, como passeios, saídas culturais e projetos voltados ao desenvolvimento tecnológico e à inclusão nas unidades municipais de ensino.

  • Atividades educacionais e culturais: poderão receber recursos administrados pelas APMs;
  • Projetos pedagógicos: passam a integrar as finalidades autorizadas pela legislação;
  • Tecnologia na educação: programas e projetos de inserção de recursos tecnológicos poderão ser contemplados;
  • Passeios e ações inclusivas: saídas culturais e projetos de inclusão também poderão receber apoio financeiro.

Mudança busca dar mais flexibilidade às escolas

Na prática, a alteração amplia a margem de decisão das comunidades escolares sobre a utilização dos recursos recebidos por meio do programa, permitindo que as necessidades pedagógicas de cada unidade também sejam consideradas no planejamento dos gastos.

A proposta se apoia no princípio da autonomia escolar previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), que estabelece diretrizes relacionadas à descentralização e à participação das unidades de ensino em sua organização.

“O princípio da autonomia escolar é extremamente importante para a construção de um ambiente educacional equitativo, justo e democrático”, afirma a justificativa do projeto.

Comunidade escolar poderá participar das prioridades

Segundo a justificativa da proposta, a ampliação das possibilidades de uso do PTRF pretende fortalecer a participação da comunidade escolar na definição de prioridades e dar maior liberdade para que cada unidade direcione recursos a projetos considerados relevantes para seus alunos.

Com a aprovação pelo Legislativo, a medida amplia o alcance da legislação municipal que disciplina a transferência de recursos às APMs e passa a incluir despesas diretamente relacionadas às atividades pedagógicas, culturais, tecnológicas e inclusivas.