A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, na quarta-feira (26 de agosto), o projeto que institui o Sistema Municipal de Arquivos e reestrutura o Arquivo Público da cidade. A medida estabelece novas regras para organização, preservação e acesso aos documentos produzidos e acumulados pela administração municipal.
A proposta está prevista no Projeto de Lei Ordinária nº 118/2026, encaminhado pela prefeita Mara Bertaiolli. De acordo com a justificativa apresentada pelo Executivo, a mudança busca modernizar a gestão documental do município e tornar os procedimentos administrativos mais eficientes.
“Representa um passo significativo para a modernização e eficiência”, afirma a justificativa do projeto.
Sistema organizará documentos da administração municipal
O novo Sistema Municipal de Arquivos terá como finalidade organizar, controlar, preservar e facilitar o acesso aos documentos gerados ao longo das atividades desenvolvidas pelos órgãos públicos municipais.
Pelo texto aprovado, o Arquivo Público Municipal funcionará como órgão central do sistema e ficará integrado à estrutura da Secretaria de Governo. Os demais órgãos e entidades da administração municipal direta e indireta atuarão como unidades setoriais.
A intenção é estabelecer procedimentos integrados para o tratamento dos documentos públicos, permitindo que informações produzidas por diferentes setores sejam administradas de acordo com critérios comuns de conservação, classificação e consulta.
Documentos passam a integrar patrimônio arquivístico
O projeto determina ainda que todo documento gerado ou acumulado nas atividades dos órgãos municipais será considerado parte do patrimônio arquivístico público, independentemente do tipo, da natureza ou do suporte utilizado.
A regra abrange os registros produzidos no funcionamento cotidiano da administração e estabelece critérios para que esse material seja preservado conforme sua relevância administrativa e histórica.
Arquivos terão três categorias de classificação
Os documentos produzidos pelas atividades da Prefeitura serão divididos em arquivos correntes, intermediários e permanentes. A classificação permitirá definir o tratamento adequado para cada etapa do ciclo documental.
- Arquivos correntes: documentos utilizados com frequência pelos setores responsáveis pelas atividades administrativas;
- Arquivos intermediários: registros que já não são consultados rotineiramente, mas que ainda precisam ser mantidos por razões administrativas ou legais;
- Arquivos permanentes: documentos preservados de forma definitiva por seu valor histórico, informativo ou institucional.
Com a categorização, a administração municipal pretende estabelecer um fluxo mais organizado para armazenamento, preservação e disponibilização das informações públicas.
Mudança busca ampliar transparência e preservar memória
Além da modernização administrativa, o novo modelo pretende facilitar o acesso às informações produzidas pelo poder público e reforçar a preservação de documentos relacionados à história de Mogi das Cruzes.
Para o Executivo, a alteração representa “um avanço crucial para a transparência e para a preservação da história da cidade”.
A criação do sistema também busca definir responsabilidades entre os diferentes órgãos municipais, permitindo maior padronização na gestão do acervo público e na conservação de documentos de interesse administrativo e histórico.