Suzano Oficina
Suzano avança em plano para enfrentar mudanças climáticas
Oficina discutiu riscos, prevenção e adaptação a eventos extremos
20/08/2026 17h55 Atualizada há 1 hora atrás
Por: Redação
Meio Ambiente - PMS

Suzano realizou, na terça-feira (18), uma oficina diagnóstica participativa para avançar na elaboração do Plano Municipal de Mitigação e Adaptação Climática (PMAC). O encontro reuniu representantes de secretarias e conselhos municipais no Complexo Educacional e Cultural Mirambava, no centro, para discutir riscos, impactos e estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas.

A iniciativa busca preparar o município para eventos extremos e ampliar a capacidade de prevenção, resposta e adaptação diante de situações como ondas de calor, chuvas intensas, incêndios florestais e pressão sobre os recursos hídricos.

Plano climático foi instituído por decreto municipal

O PMAC foi instituído pelo Decreto Municipal nº 10.427, de 28 de maio de 2026. A norma também criou uma comissão responsável pelo acompanhamento da elaboração e da futura implantação das ações previstas no plano.

A proposta prevê a integração de políticas públicas, programas e planejamentos municipais, com atenção especial às populações consideradas mais vulneráveis aos impactos das mudanças do clima.

Especialista apresentou projeções climáticas para Suzano

Durante a oficina, a engenheira florestal Marina Cáfaro Arouca Sobreira apresentou cenários climáticos projetados para Suzano até 2030.

A especialista apontou tendências como elevação das temperaturas médias, aumento da frequência e da intensidade de ondas de calor, irregularidade das chuvas e maior ocorrência de precipitações extremas.

Também foram abordados possíveis impactos relacionados ao aumento do risco de incêndios florestais e à maior pressão sobre os recursos hídricos.

Marina é formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu e atua com mudanças climáticas, análise de dados, inventários de emissões de gases de efeito estufa, gestão de riscos e estratégias de adaptação.

Diagnóstico contou com participação de secretarias e conselhos

O encontro também apresentou os resultados de uma pesquisa participativa que recebeu 33 respostas de representantes de secretarias municipais e conselhos.

Após a apresentação, os participantes foram divididos em quatro grupos temáticos para discutir eventos extremos, impactos sobre a população, atuação do poder público e possibilidades de articulação entre diferentes setores.

As contribuições reunidas durante a atividade passarão a subsidiar o diagnóstico e as próximas etapas de elaboração do PMAC.

Drenagem e áreas verdes estão entre prioridades apontadas

Entre as demandas identificadas durante a oficina estiveram melhorias nos sistemas de drenagem urbana, ampliação de áreas verdes, controle do uso do solo e fortalecimento das ações de educação ambiental.

Os participantes também apontaram a necessidade de aperfeiçoar sistemas de alerta e desenvolver políticas de assistência direcionadas às populações mais vulneráveis em situações de eventos climáticos extremos.

“Esse diagnóstico participativo é fundamental porque permite ouvir quem atua diretamente no território e identificar não apenas os problemas, mas também as ações que já existem e podem ser integradas”, afirmou a diretora de Fiscalização Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Solange Wuo Franco.

Segundo a diretora, a participação dos diferentes setores também contribuirá para a estruturação da governança responsável pelo acompanhamento do plano durante as fases de elaboração e implantação.

Município busca tornar planejamento climático permanente

O secretário municipal de Meio Ambiente, André Chiang, destacou que a elaboração do PMAC pretende consolidar o enfrentamento às mudanças climáticas como uma política pública permanente em Suzano.

“Estamos estruturando uma governança climática para Suzano, unindo diferentes áreas da prefeitura e os conselhos municipais. O objetivo é planejar hoje as medidas que vão aumentar a adaptação, a prevenção e a resiliência da cidade diante dos desafios climáticos”, afirmou.

Com o diagnóstico participativo, o município avançou na identificação dos principais riscos e das medidas que poderão orientar ações futuras de mitigação, adaptação e prevenção aos efeitos das mudanças climáticas.