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Diagnóstico precoce de TEA promove autonomia na vida adulta
Especialista da Rede Teia Agir destaca o impacto da neuroplasticidade na infância e aponta como identificar sinais de alerta do autismo
17/07/2026 12h43
Por: Redação Fonte: Agência Dino

O diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) desempenha um papel determinante no nível de independência e na qualidade de vida que o indivíduo alcançará a longo prazo, conforme diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Diante do fluxo de informações dispersas na internet, a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), por meio da Rede Teia Agir, reforça a necessidade de pais, cuidadores e profissionais da saúde manterem a atenção redobrada aos marcos de desenvolvimento na primeira infância.

Conforme a diretora técnica assistencial da Rede Teia Agir, Nise Portela, as intervenções realizadas na primeira infância consolidam as bases do neurodesenvolvimento e asseguram que a criança alcance maior autonomia e integração social na vida adulta. "Para esse parecer, nos embasamos nos marcos do neurodesenvolvimento esperados para a idade, bem como na avaliação do paciente de acordo com suas próprias condições e competências naquela fase de vida", explica.

No Brasil, o fechamento do diagnóstico de TEA é uma prerrogativa médica; no entanto, o processo ganha robustez fundamentada a partir do suporte de equipes multidisciplinares, como acontece na Rede Teia Agir. "A multidisciplinaridade promovida pela Rede Teia Agir, que conta com psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, soma-se à avaliação clínica médica para identificar janelas de oportunidade", complementa a diretora técnica assistencial.

O papel da neuroplasticidade na primeira infância

A diretora técnica assistencial, que é psicóloga e especialista em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), Neuropsicologia e Psicologia Clínica, destaca que, após o diagnóstico ou suspeita de sinais que indiquem lacunas no desenvolvimento da criança, é importante direcioná-la para uma intervenção especializada. "Primeiro, avalia-se quais lacunas o paciente apresenta para se traçar os alvos de estimulação pelo período estabelecido. Ao longo desta jornada, o progresso deve ser registrado e evoluído para se acompanhar a efetividade e próximos passos almejados", acrescenta.

Estudos em neurobiologia apontam que, durante a primeira infância, a velocidade das conexões neuronais é significativamente superior a outras fases da vida. Esse fenômeno, conhecido como neuroplasticidade, permite que o cérebro aprenda repertórios fundamentais que servirão de base para aprendizagens futuras. "Aprendemos com o ambiente, seja ele externo ou interno, e por isso a importância da intervenção precoce. Podemos considerar como uma poupança, um investimento que direciona a jornada de neurodesenvolvimento ao longo da vida", completa Nise Portela.

Combate a mitos sobre o transtorno

No cenário do autismo, o desconhecimento ainda prejudica a busca por orientação profissional e um diagnóstico precoce. A diretora técnica assistencial da Rede Teia Agir acentua a necessidade de combater mitos que romantizam ou negligenciam o diagnóstico. "Um dos maiores mitos é que o autismo é uma doença, o que não é verdadeiro, já que se trata de uma condição de neurodesenvolvimento. Também são comuns afirmações equivocadas, como a de que vacinas causam autismo ou que toda pessoa autista tem habilidades espetaculares", alerta.

Sinais de alerta e suporte especializado

De acordo com a especialista da Rede Teia Agir, pais e cuidadores devem observar comportamentos na rotina que possam indicar a necessidade de avaliação, como: "presença de movimentos repetitivos (estereotipias), baixo interesse em interação social, rigidez exacerbada frente a mudanças de rotina, hiperfoco em determinados objetos ou situações e comunicação verbal ausente ou com repertório muito limitado".

Conforme Nise Portela, ao identificar tais sinais, é importante procurar ajuda especializada. "A Rede Teia Agir tem, ao longo dos últimos cinco anos, ampliado e ofertado informações por meio de diferentes canais de comunicação. Também realizamos treinamentos, palestras e orientações para profissionais e pais em três estados da federação: Goiás, Amazonas e São Paulo. Estamos elaborando diferentes possibilidades de tornar o autismo mais conhecido e promovendo intervenções baseadas em ciência, com foco em resultados", enfatiza a diretora.

Gestão Agir e Rede Teia

A Agir atua no gerenciamento de unidades públicas de média e alta complexidade em estados como Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Espírito Santo. Pautada pela governança e inovação, gestora do 2º melhor hospital público do Brasil, a instituição possui certificações de qualidade como a Organização Nacional de Acreditação (ONA) e Qmentum, além do selo Great Place To Work® (GPTW).

Em 2021, a instituição criou a Rede Teia Agir, braço especializado no tratamento terapêutico multidisciplinar e interdisciplinar de crianças e adolescentes com diagnóstico de TEA. Atualmente, a Rede Teia conta com nove unidades distribuídas nos estados do Amazonas, Goiás e São Paulo.