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Vítima de violência doméstica liga para o 190, ‘pede pizza’ e é salva pela PM em São Paulo
Mulher simulou pedido para denunciar agressões do companheiro, que foi detido
26/05/2026 18h38
Por: Redação Fonte: Secom SP

Uma vítima de violência doméstica em São Paulo simulou, na última sexta (23), um pedido de pizza por telefone, ao ligar para o 190, para denunciar seu agressor, que estava em casa e poderia impedir o pedido de socorro. Diante do chamado, uma viatura da Polícia Militar foi imediatamente para o endereço na Zona Sul da capital e o homem foi detido.

“Oi, eu gostaria de pedir uma pizza”, disse a vítima. A atendente emendou a conversa ao perceber que poderia se tratar de um pedido de socorro. “A senhora quer pizza de calabresa ou muçarela?”. De acordo com a PM, esse tipo de abordagem já é conhecido como um possível pedido de socorro, por isso a atendente seguiu com a conversa, solicitando em seguida o endereço para “entrega”. A vítima ainda pediu que fosse avisada quando o “motoboy” estivesse a caminho.

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Assim que a ligação caiu no sistema do Centro de Operações da PM, uma equipe do 37º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), que estava nas proximidades, foi imediatamente até o endereço, no Jardim São Francisco.

Os policiais que atenderam à ocorrência fizeram contato com a vítima, informando que a “a pizza havia chegado”. A mulher deixou a casa e foi recebida pelos PMs, apresentando sinais de nervosismo e tremores. Ela disse que estava sendo agredida pelo companheiro, que também tinha uma arma de fogo. A mulher foi acolhida e levada para um local seguro.

O agressor de 32 anos tentou deixar o imóvel, mas foi detido pelos policiais. A equipe encontrou na casa um revólver com numeração raspada e cinco munições. Conforme o boletim de ocorrência, o homem usou um espelho para agredir a vítima. A filha de três anos foi atingida por estilhaços e também ficou ferida, sendo encaminhada ao Hospital M’Boi Mirim para realização de exames médicos.

A Polícia Militar levou o agressor ao 47º Distrito Policial (Capão Redondo), onde o caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica, ameaça, violência psicológica contra a mulher, dano, perigo para a vida ou saúde de outrem e posse ilegal de arma de fogo.