Economia Negócios
Transportadoras gerenciam impactos da Reforma Tributária
Parceria entre Roadcard e Law for Business oferece consultoria para que empresas reduzam riscos e aproveitem as oportunidades das mudanças fiscais ...
17/04/2026 12h10
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Com a entrada em vigor da fase piloto da Reforma Tributária em 2026, o setor de transporte rodoviário de cargas começa a enfrentar sua maior transformação fiscal em décadas, mas boa parte das empresas deste segmento ainda não está preparada, segundo avaliação da Roadcard, empresa especializada em gestão de pagamentos no setor de logística.

A implementação do IVA Dual — composto pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — substituirá gradualmente cinco tributos atuais (PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI) até 2033. A alíquota nominal estimada entre 26,5% e 28% representa aumento significativo em relação ao sistema atual, com impactos diretos no custo do frete e na rentabilidade das transportadoras.

Segundo Fernando Bittencourt, sócio do escritório Law for Business, parceiro tributário da Roadcard, o principal desafio será o mecanismo de split payment, que retém automaticamente os tributos no momento do pagamento. "A instituição financeira segregará o valor dos impostos e repassará à transportadora apenas o líquido. Isso elimina o float tributário e pode gerar pressões de liquidez, especialmente em operações com margens reduzidas", explica.

O advogado tributarista alerta que as empresas devem encarar essa mudança como estrutural, não operacional, exigindo revisão de fluxo de caixa, capital de giro e prazos com embarcadores.

Oportunidade de redução de custos

Apesar dos desafios, a reforma também traz oportunidades. Com a não cumulatividade plena, despesas como manutenção, pneus, peças, serviços mecânicos e combustível passam a gerar créditos fiscais de forma ampla, superando as limitações atuais do PIS/COFINS.

"Uma transportadora que se prepare adequadamente, dominando os novos mecanismos de crédito fiscal, pode realmente reduzir sua carga tributária efetiva e ganhar vantagem competitiva", afirma Bittencourt. "A empresa que capturar integralmente os créditos sobre seus custos evita que o imposto vire custo definitivo, podendo praticar preços mais competitivos", acrescenta.

A Roadcard vem preparando seus clientes para aproveitarem essas oportunidades. "Nossas soluções — como Vale-Abastecimento e Frota+ para uso na Rede Parada Certa — garantirão a possibilidade de compensação dos novos tributos", anuncia Everton Kaghofer, diretor comercial da Roadcard. "A segregação de valores no contrato de frete permitirá a emissão da nota fiscal pelo posto no CNPJ da transportadora com destaque para IBS/CBS, que poderão ser compensados", completa.

Urgência na preparação

Fernando Bittencourt enfatiza a urgência da preparação do setor em 2026. "Embora as alíquotas sejam simbólicas (0,9% CBS e 0,1% IBS), já há plena exigência operacional de novos documentos fiscais e obrigações acessórias. É um ano decisivo para ajustes, testes e correções que evitarão riscos fiscais relevantes", frisa.

Entre 2026 e 2033, os sistemas antigo e novo coexistirão, com alteração gradual de alíquotas. "A carga tributária efetiva variará praticamente ano a ano, exigindo reprecificação recorrente dos serviços e ajustes contratuais periódicos", ressalta.

Segundo ele, as prioridades imediatas são: adequação de sistemas e processos para apuração correta de créditos fiscais e revisão da política de precificação para refletir a nova carga tributária e o split payment.

Sobre a Roadcard

Fundada em 2011, a Roadcard é pioneira e especialista em gestão de pagamentos de fretes, vale-pedágio, vale-abastecimento e gestão de frotas, atendendo mais de 11 mil empresas transportadoras e com uma base de 400 mil caminhoneiros em sua plataforma, a Solução Pamcard.

Mais informações em: https://roadcard.com.br/