O mutirão de serviços voltado às mulheres trabalhadoras rurais segue até esta quinta-feira (16/04), na Chácara Santo Ângelo, em Jundiapeba, reunindo uma ampla rede de atendimentos voltados à cidadania, regularização e acesso a políticas públicas.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes, o Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Logo no primeiro dia, realizado na terça-feira (14/04), a ação registrou grande adesão do público.
Os atendimentos ocorrem a partir das 10 horas, no barracão da Cooperativa dos Produtores Rurais de Jundiapeba e Região (COOPROJUR), localizado na rua da Associação, nº 5.
Entre os serviços mais procurados está o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), considerado a principal porta de entrada para o acesso a políticas públicas voltadas ao campo. Atualmente, o cadastro é utilizado como base para dezenas de programas federais, incluindo linhas de crédito para aquisição de terras, equipamentos e investimentos produtivos.
Além do cadastramento, o mutirão também contempla o credenciamento de novos emissores do CAF, ampliando o alcance do serviço por meio de bancos, cooperativas e da própria administração municipal. Outra iniciativa apresentada é o projeto Quintais Produtivos, voltado ao fortalecimento da produção em pequena escala e à geração de renda.
O INCRA também participa ativamente da ação, oferecendo orientações sobre regularização fundiária e acesso a linhas de crédito, como o Crédito de Instalação e o Crédito Fundiário, com foco especial em jovens e mulheres do campo.
A programação conta ainda com diversos serviços municipais, incluindo acesso ao Banco do Povo, emissão de carteira de trabalho, orientações sobre regularização habitacional, atualização do CadÚnico, além de atendimentos de saúde, como testes rápidos, consultas médicas, avaliação odontológica e vacinação.
A Secretaria da Mulher também participa com palestras, orientações e acolhimento sobre temas como violência doméstica, ampliando o suporte às participantes.
Para as trabalhadoras rurais, a iniciativa representa uma oportunidade de resolver diversas demandas em um único local. A agricultora Maria Auxiliadora da Silva, de 73 anos, destacou a praticidade do atendimento concentrado. Segundo ela, a ação facilita o acesso a serviços que, no dia a dia, seriam mais difíceis de obter.
A ação segue aberta ao público e busca fortalecer a agricultura familiar, ampliar o acesso a direitos e promover mais autonomia para as mulheres que vivem e trabalham no campo.