Ofertas com preços muito abaixo do mercado, promessas de prêmios ou pedidos urgentes de cadastro são alguns dos principais sinais de golpes virtuais, que têm se intensificado com o avanço das compras online. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o Procon-SP registrou mais de 4,8 mil atendimentos de consumidores que afirmam ter sido vítimas de fraudes.
Segundo o órgão, as abordagens criminosas ocorrem principalmente por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, além de SMS, e-mails e redes sociais. Em geral, os golpistas utilizam estratégias semelhantes, como ofertas consideradas “boas demais para ser verdade”, falsos brindes ou solicitações de confirmação imediata de dados.
De acordo com o Procon-SP, o consumidor deve desconfiar de mensagens que pedem informações pessoais ou bancárias, especialmente quando há senso de urgência. O órgão orienta a não enviar documentos ou dados sem verificar a origem da solicitação.
Também é importante evitar o compartilhamento de links suspeitos, que podem ampliar o alcance de fraudes e prejudicar outras pessoas.
Outro ponto de atenção é a segurança dos sites acessados. Antes de realizar compras, o consumidor deve verificar se o endereço eletrônico possui o protocolo “https” e o ícone de cadeado na barra do navegador, o que indica a presença de certificado de segurança digital.
Antes de fechar qualquer compra, a recomendação é buscar os canais oficiais da empresa e conferir dados como CNPJ, endereço e telefone, além de guardar o comprovante da transação também é essencial.
A reputação da loja pode ser consultada em sites de busca, redes sociais ou com conhecidos. O Procon-SP mantém ainda a lista “Evite Esses Sites”, com páginas não recomendadas para compras, disponível no site oficial do Procon-SP .
O órgão também alerta para golpes envolvendo falsos brindes. Nesses casos, criminosos podem exigir o pagamento de taxas de entrega ou até manipular valores em maquininhas de cartão.
Em caso de fraude, a orientação é agir rapidamente. O consumidor deve registrar um boletim de ocorrência, informar o banco — especialmente em transações via Pix ou cartão — e avisar seus contatos caso tenha compartilhado links suspeitos. Segundo o Procon-SP, quanto mais rápida for a ação, maiores são as chances de reduzir os prejuízos.