No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, nesta terça-feira (24), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforça a importância da conscientização sobre os impactos da doença e sua mortalidade.
A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch, que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos. No Estado de São Paulo, foram registrados 17.887 novos casos em 2025, ante 20.633 em 2024.
A transmissão ocorre quando uma pessoa com tuberculose pulmonar ativa fala, tosse ou espirra, liberando partículas microscópicas (aerossóis) contendo o bacilo no ar. Essas partículas podem permanecer suspensas por horas e, ao serem inaladas, podem causar infecção.
A infectologista Camila Rodrigues, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, explica que a transmissão é mais comum em ambientes fechados e pouco ventilados. “Nem toda pessoa infectada desenvolve a doença, a infecção latente é comum e, em geral, a transmissão requer contato próximo e prolongado”, destaca.
A Pasta reforça seu compromisso com a transparência ao disponibilizar, de forma pública e acessível, os dados de tuberculose no Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES) . As informações podem ser consultadas por qualquer cidadão, com detalhamento e atualização contínua, por meio do site .
Sinais de alerta e prevenção
A prevenção da tuberculose envolve medidas individuais e coletivas, como:
O diagnóstico da tuberculose é feito por meio da combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e métodos de imagem.
Não interromper o tratamento antes do tempo indicado é essencial para o controle da doença. A interrupção precoce pode:
Evitar o abandono é uma prioridade na saúde pública. Entre as principais estratégias adotadas estão:
Essas ações são especialmente importantes para populações vulneráveis, como pessoas em situação de rua, pessoas vivendo com HIV e pessoas privadas de liberdade.