A Secretaria Municipal de Habitação Social e Regularização Fundiária de Mogi das Cruzes promoveu, na noite da última quarta-feira (11/03), uma reunião com moradores do Residencial Novo Horizonte, bairro localizado na divisa entre Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba. O encontro marcou a retomada do Plano de Bairro, iniciativa prevista no Plano Diretor do município que tem como objetivo identificar demandas da comunidade e orientar ações de melhoria urbana.
A reunião contou com a participação de integrantes do conselho de bairro, moradores da região, lideranças comunitárias e representantes do poder público. Também estiveram presentes a vereadora Maria Luiza Fernandes e o administrador regional dos bairros da divisa, Carlos Eduardo Pereira. O encontro reforça uma das diretrizes da gestão municipal, que busca ampliar o diálogo entre a administração pública e a população, promovendo uma gestão participativa na construção de políticas urbanas.
Durante a reunião, o secretário municipal de Habitação Social e Regularização Fundiária, Romildo Campello, destacou a importância da retomada do projeto e reafirmou o compromisso da Prefeitura em dar continuidade às ações voltadas ao desenvolvimento e à organização do bairro. Segundo ele, o planejamento será realizado com base na participação ativa dos moradores.
“A partir desse encontro, vamos avaliar os avanços, as carências e elencar prioridades, numa ação conjunta com a comunidade”, pontuou o secretário, destacando que o diálogo com a população é essencial para definir as intervenções mais necessárias para a região.
O Plano de Bairro funciona como um instrumento de planejamento urbano participativo, permitindo que moradores identifiquem necessidades locais e apresentem essas demandas diretamente ao poder público. Com base nesse levantamento, são elaboradas propostas de intervenção e melhorias voltadas à infraestrutura, mobilidade, serviços públicos e qualidade de vida da população.
Além da retomada do Plano de Bairro do Residencial Novo Horizonte, a Secretaria Municipal de Habitação também anunciou que pretende reativar outros projetos semelhantes em diferentes regiões da cidade. Entre eles estão o Plano de Bairro do Conjunto Jefferson da Silva, elaborado em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e o Plano de Bairro da Vila Nova Jundiapeba, desenvolvido em 2023 em parceria entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes, a Ikone Global e a iniciativa Urban95, da Fundação Bernard van Leer.
De acordo com a secretaria, a proposta é ampliar gradualmente esse modelo de planejamento para outros bairros e distritos do município, fortalecendo a participação popular e promovendo o desenvolvimento urbano de forma mais organizada e estratégica.
Os planos de bairro estão previstos no Plano Diretor Municipal de Mogi das Cruzes (Lei Complementar nº 150, de 26 de dezembro de 2019) e seguem os princípios estabelecidos pelo documento, que orienta o crescimento urbano da cidade com base em conceitos de sustentabilidade, inovação e gestão democrática.
Entre os princípios contemplados pela iniciativa estão o direito à cidade, a função social da cidade e o conceito de cidade sustentável e inovadora, conforme estabelecido no Artigo 3º do Plano Diretor.
O planejamento realizado por meio do Plano de Bairro considera ações em curto, médio e longo prazo, além de envolver diferentes secretarias e departamentos da administração municipal. Essa abordagem intersetorial permite que as soluções propostas atendam de forma mais completa às necessidades da comunidade.
Entre as melhorias que podem ser planejadas a partir desse diagnóstico participativo estão intervenções relacionadas à segurança pública, mobilidade urbana, acessibilidade, infraestrutura viária, serviços de saúde, educação, cultura e lazer.
Além de promover avanços estruturais, o plano também contribui para fortalecer a convivência comunitária e o protagonismo dos moradores na construção do futuro do bairro. Por meio de reuniões, diagnósticos técnicos e participação popular, o projeto conecta o planejamento estratégico da cidade às demandas reais do cotidiano da população.