Economia Negócios
Mulheres ocupam 72% dos cargos de liderança Rede Total Care RJ
Dados da rede hospitalar do Grupo Amil mostram avanço feminino na gestão em saúde suplementar.
09/03/2026 17h33
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Mesmo com avanços históricos na participação feminina no mercado de trabalho e em posições de liderança, a equidade ainda é um desafio em diversos setores. No mês em que se celebra a Mulher, a Rede Total Care, que reúne hospitais do Grupo Amil no Rio de Janeiro, apresenta um cenário que aponta para mudanças nessa realidade, com mulheres ocupando posições estratégicas na gestão das unidades hospitalares.

Levantamento da consultoria global Grant Thornton (2026) mostra que o Brasil ocupa a 12ª posição no ranking de presença feminina na alta liderança. No país, as mulheres ocupam 37,7% desses cargos, índice acima da média global, de 32,9%.

Na área da saúde, embora as mulheres representem a maior parte da força de trabalho na assistência, essa presença nem sempre se reflete nos cargos de gestão. Aos poucos, no entanto, esse cenário começa a se transformar. Na Rede Total Care, as quatro unidades hospitalares são lideradas por mulheres: Hospital Pasteur, Hospital de Clínicas de Jacarepaguá, Hospital Pan-Americano e Hospital Mário Lioni.

Em toda a rede, as mulheres representam 72% dos 658 cargos de liderança. Do total de líderes, 3,8% são mulheres com deficiência. No recorte de raça e etnia, 69% se declaram brancas e 32% negras. A maior parte está nas gerações Y (55%) e X (40%), seguidas por Baby Boomers (3%) e Z (2%).

"Sempre estive rodeada de importantes lideranças, o que exigiu e trouxe muitos aprendizados. Houve situações em que não fui ouvida ou fui interpretada de forma diferente do que queria transmitir. Venho transformando esses desafios em potência, transformação e persistência. Ambientes de alta pressão revelam a necessidade de escolhas. Escolhi responder às adversidades com profissionalismo e fortalecimento do meu time de supervisores", afirma Marceli Reis, diretora do Hospital Mário Lioni.

O desempenho da gestão também tem refletido em indicadores assistenciais e de experiência do paciente. O NPS (Net Promoter Score), indicador que mede a satisfação dos usuários, passou de 60 em janeiro de 2025 para 74 em janeiro de 2026, um crescimento de 23%. O resultado está associado à implementação de mecanismos mais estruturados para ouvir e responder às demandas dos pacientes.

Para Elaine Martini, diretora do Hospital Pasteur, a diversidade de perspectivas fortalece a capacidade de análise e tomada de decisão na gestão hospitalar. "Mulheres trazem diversidade de perspectivas. A heterogeneidade amplia os pontos de vista e melhora o diagnóstico e a solução de problemas. O essencial é ter propósito, preparo, diferentes visões e determinação para realizar o trabalho com excelência", ressalta.

Segundo a executiva, a presença feminina também tem ocupado espaços estratégicos na gestão da saúde suplementar, contribuindo para ampliar a representatividade das mulheres na formulação e execução de ações, além de fortalecer a qualificação dos serviços e ampliar o acesso da população à assistência em saúde.