Geral São Paulo
Governo de SP estrutura plano para transformar infraestrutura de transporte da Baixada Santista
Fórum do PLI-SP 2050 em Santos estuda novos ramais ferroviários e intermodalidade para ampliar eficiência logística; região responde por R$ 79 bilh...
26/02/2026 16h31
Por: Redação Fonte: Secom SP

A Baixada Santista, que responde por R$ 79 bilhões do PIB paulista, passou a integrar o eixo das decisões que vão definir a infraestrutura de transporte do estado até 2050. Em Santos, o Governo de São Paulo apresentou os estudos do PLI-SP 2050, plano que promete transformar desafios históricos de mobilidade e logística em projetos estruturados, com foco em novos ramais ferroviários e integração entre modais.

A partir de uma visão de longo prazo, o PLI-SP 2050 orienta investimentos públicos e privados com foco na ampliação da intermodalidade entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Na Baixada Santista, isso significa qualificar a conexão entre o planalto e o litoral, tornando mais eficiente o escoamento de cargas e o acesso ao porto. Entre as frentes em estudo estão novos trechos ferroviários com potencial logístico, capazes de reduzir a dependência do transporte rodoviário, ampliar a capacidade de movimentação de cargas e incentivar um modelo mais limpo, econômico e sustentável. Os estudos ainda estão em fase de diagnóstico e vão embasar futuras decisões de investimento na região.

Baixada no centro da discussão logística

O encontro reuniu representantes do poder público, setor produtivo, especialistas e sociedade civil na Região Metropolitana da Baixada Santista — formada por Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente — que soma cerca de 1,8 milhão de habitantes e concentra atividades decisivas para a economia paulista. A agenda integra o ciclo de escuta regional do PLI-SP 2050 e reforça um planejamento estruturado para orientar investimentos com visão de longo prazo.

Diferentemente de regiões com perfil industrial predominante, a Baixada Santista possui economia majoritariamente baseada no setor de serviços, impulsionada pelo Porto de Santos, pelas cadeias logísticas associadas, pelo comércio e pela atividade turística. Esse perfil exige soluções que garantam fluidez aos transportes, previsibilidade operacional e desenvolvimento sustentável em um território urbano e ambientalmente sensível.

O encontro em Santos integra um processo de escuta que já passou por seis regiões do Estado – de Registro (ZEE 6), Sorocaba (ZEE 4), Ribeirão Preto (ZEE 1), Bauru (ZEE 2), Campinas (ZEE 5) e São José do Rio Preto (ZEE 3) – onde vivem cerca de 20 milhões de paulistas. O PLI-SP 2050 consolida dados e contribuições regionais em diretrizes estratégicas, alinhando investimentos às vocações e desafios de cada região dentro de uma visão sistêmica para as próximas décadas.

“Estamos mudando a forma de planejar infraestrutura em São Paulo. O PLI-SP 2050 combina escuta regional, base técnica e visão de futuro para transformar demandas locais em decisões responsáveis de investimento. Não é um plano de gabinete: nasce do diálogo com quem produz, transporta e vive a logística todos os dias”, afirmou o subsecretário de Logística e Transportes da Semil, Denis Gerage Amorim.

O diagnóstico apresentado confirma o peso estratégico da região, com forte concentração no setor de Serviços, responsável por 57,7% dos empregos formais — índice acima da média estadual. Santos lidera a geração de postos de trabalho, com 222 mil empregos formais e a maior relação emprego por habitante da Baixada. Ao mesmo tempo, os estudos identificam desafios como congestionamentos, limitações de mobilidade e pressão sobre a infraestrutura urbana, reforçando a necessidade de planejamento integrado.

A metodologia do PLI-SP 2050 organiza esse trabalho em etapas que vão da caracterização socioeconômica à projeção de demanda e definição da oferta futura de infraestrutura, estruturando projetos capazes de orientar investimentos de médio e longo prazo com base técnica consistente.

Para o setor produtivo, esse alinhamento é decisivo. “Quando o planejamento logístico dialoga com a realidade produtiva da região, ele gera eficiência, reduz conflitos e amplia a competitividade. A Baixada precisa de integração modal e previsibilidade para continuar crescendo de forma sustentável”, afirmou Eduardo Barbosa, diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo ( Ciesp) de Santos.

Em um território marcado pela força das atividades portuárias, logísticas e de serviços, discutir infraestrutura é discutir desenvolvimento regional. O PLI-SP 2050 parte do princípio de que logística não é apenas obra, mas instrumento para melhorar a mobilidade, fortalecer a economia e equilibrar crescimento e qualidade de vida.

“O Fórum é uma oportunidade para que os planos municipais e estaduais sejam alinhados com respeito ao interesse público, a sustentabilidade e as necessidades da população”, destacou Fábio Ferraz, secretário de Governo de Santos.

SP Pra Toda Obra

Entre 2023 e 2025, foram concluídos R$ 65 milhões em obras de conservação especial em 161,28 quilômetros de rodovias como a SP 055, SP 061 e SP 148, além de intervenções de contenção de encostas e recuperação estrutural e , com previsão de mais novas intervenções previstas de R$ 3,6 milhões.

Em uma região marcada por alta pluviosidade e sensibilidade ambiental, a manutenção preventiva é essencial para garantir segurança viária, reduzir vulnerabilidades e mitigar impactos de eventos climáticos extremos. Também foram executadas obras municipais no valor de R$ 9,5 milhões

“Os investimentos seguem critérios técnicos claros, priorizando segurança viária, prevenção de riscos e impacto socioeconômico. O SP Pra Toda Obra executa as intervenções necessárias no presente, enquanto o PLI-SP 2050 assegura que essas decisões estejam alinhadas a uma estratégia de Estado para o futuro ”, destacou Bruna Donegá, do DER.

Próximos passos

As contribuições coletadas no Fórum Regional da Baixada Santista passam agora a integrar as análises técnicas do PLI-SP 2050. O ciclo de encontros regionais segue consolidando a etapa central do plano: a participação social estruturada, que alimenta modelos, projeções e diretrizes que orientarão a política de logística e transportes do Estado até 2050.

A população, o setor produtivo e as instituições locais ainda podem contribuir por meio do site pli.semil.sp.gov.br.