A Secretaria Municipal de Educação inicia neste mês mais um ano letivo mantendo o cuidado com a alimentação oferecida aos alunos matriculados na rede municipal de ensino. Assim como nos anos anteriores, será preparado um cardápio específico para estudantes que possuem restrição alimentar, com o objetivo de preservar a saúde e o bem-estar dos alunos.
O preparo das refeições levará em consideração diferentes condições, como alergias alimentares a leite, ovo, corantes, conservantes, trigo, carne suína e peixe, além de intolerância à lactose e ao glúten, diabetes, refluxo gastroesofágico, obesidade, paralisia cerebral, disfagia (dificuldade de engolir), atraso no desenvolvimento psicomotor, dislipidemia (alteração dos níveis de gordura no sangue), autismo e seletividade alimentar. Também serão atendidos casos de vegetarianismo e restrição religiosa ao consumo de carne suína.
Para atender essas necessidades, os cardápios contarão com exclusão ou inclusão de alimentos, além de adaptações na consistência e textura das preparações. No caso de alergia ao leite, por exemplo, será incluída bebida de soja para crianças maiores de um ano, além de biscoitos sem leite. Para alunos com menos de um ano, será ofertada fórmula infantil à base de soja, com exclusão total de preparações que contenham leite.
Já para estudantes com intolerância à lactose, o leite convencional será substituído por leite sem lactose, acompanhado de biscoitos livres do ingrediente. Nos casos de alergia ao ovo, a proteína será substituída por opções como frango, peixe, carne bovina ou suína, além do envio de macarrão sem ovos.
De acordo com dados da própria pasta, atualmente cerca de 430 alunos de creches e 350 alunos da pré-escola e do ensino fundamental recebem esse tipo de cardápio especial, além de aproximadamente 100 estudantes da rede estadual atendidos pelo município.
Em relação à alimentação escolar como um todo, a Secretaria de Educação produziu, ao longo de 2025, cerca de 16,3 milhões de refeições, número que representa um aumento de 3 milhões em comparação com a média registrada em anos anteriores.
Os pratos são preparados pelas cozinheiras da rede municipal com base nos cardápios elaborados pelas nutricionistas da pasta, respeitando os nutrientes adequados para cada faixa etária e segmento de ensino, como creche, pré-escola e ensino fundamental. Todo o processo segue os parâmetros estabelecidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Ministério da Educação.
No aspecto operacional, equipes de manutenção também ficam disponíveis para atender as cozinhas das escolas sempre que necessário. Aproximadamente 70% das hortaliças e legumes utilizados no preparo das refeições são adquiridos da agricultura familiar, passando por rigorosa verificação de qualidade antes da distribuição às unidades escolares.
A secretária municipal de Educação, Renata Priscila Magalhães, destacou a importância desse cuidado. “Adotamos todos os procedimentos necessários para oferecer refeições adequadas aos nossos estudantes, pois sabemos o quanto isso faz a diferença na vida deles e no processo de aprendizagem”, afirmou.