Geral São Paulo
Esquema de venda de ingressos falsos para show de rock é alvo de operação da Polícia Civil em SP
Suspeitos investigados por associação criminosa usavam empresas recém-criadas para aplicar o golpe
15/01/2026 11h37
Por: Redação Fonte: Secom SP

A Polícia Civil, por meio do 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), deflagrou nesta quinta-feira (15) uma operação contra uma associação criminosa envolvida em um esquema de venda de ingressos falsos para o show da banda britânica Iron Maiden. A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em endereços no Tatuapé, na zona leste da capital, e em Guarulhos, na Grande São Paulo.

A investigação começou em dezembro quando um homem compareceu à delegacia informando que havia sido vítima de um golpe. A mulher relatou que fez o pagamento de R$ 690 por meio do Pix para adquirir a entrada para o show da banda, mas não recebeu o ingresso. Ao entrar em contato com a plataforma original, ela descobriu que estava em um site falso que simulava o verdadeiro.

Os policiais descobriram que o valor pago foi destinado a uma empresa facilitadora de pagamentos, que não efetuou o bloqueio ou estorno mesmo após a comunicação da fraude. As diligências revelaram a existência do site falso e de empresas envolvidas no golpe, com constituição recente, alterações societárias suspeitas e diversas reclamações por golpes semelhantes.

“É uma reprodução muito idêntica ao site original. A pessoa tem que estar sempre atenta à grafia na página de endereçamento. Eles sempre trocam ou invertem as palavras. São nesses mínimos detalhes que é possível diferenciar o verdadeiro do falso”, alerta o delegado titular do 42º DP, Alexandre Bento.

A operação Fear of the Pix, que significa “medo do pix”, em referência a um álbum da banda britânica de 1992, cumpriu os mandados nas sedes das empresas investigadas e nos endereços de seus sócios proprietários, após deferimento do Poder Judiciário.

No total, foram apreendidos 13 relógios, três veículos de luxo, R$ 11 mil em espécie, seis computadores e outros documentos que serão análise de investigação.

O caso está sendo registrado no 42º DP como associação criminosa para a prática de estelionato eletrônico.